Mãe babona

Quando a Sofia aprendeu a ler, com 3 aninhos, as professoras da escolinha demoraram para perceber. Tomaram um susto. Uma criança de 3 anos aprender a ler não é todo dia. Com 4 já lê revistinhas da Turma da Mônica inteiras, consegue entender todas as histórias e interpretá-las.

Há mais ou menos três meses ela pediu para que criassem um MSN para ela. Como toda criança ela adora os emoticons, tem diversos deles e adora colecioná-los. Mas o que mais me impressiona é a forma com que ela escreve. Hoje, algo me supreendeu:


Quantas crianças, com pelo menos 10 anos escrevem “ambas”? O uso da pontuação, sem miguxês, que provavelmente irá aprender em pouco tempo, a articulação. Isso me assusta, a um certo ponto. Medo do que ela ainda tem que aprender, de ter que passar por todos os anos de escola, por ter maturidade e poder sofrer por seus colegas de mesma idade não terem. Não chega a ser uma criança superdotada, mas é inteligente e gosta do conhecimento, de descobrir coisas novas. Acima de tudo, não gosta de errar. Como mãe eu me preocupo.

Mas por outro lado me faz pensar em pessoas com dificuldades de aprendizado, daquelas pessoas que aprendem a ler mas não a interpretar um texto. Falta de incentivo dos pais, capacidade intelectual ou a forma de apresentar o conteúdo? De quem é a culpa?

A minha vida toda eu me vi cercada por professoras, minha mãe, minhas tias, reuniões familiares eram um prato cheio para assuntos relacionados. Sempre estive em contato com o mundo escolar, discussões sobre métodos de aprendizado, a dificuldade em despertar a curiosidade dos alunos para determinados conteúdos massantes. Ainda mais quando a base do conhecimento é fraca. Entra ano, sai ano, sempre a mesma coisa.

Falamos tanto da qualidade do ensino no Brasil, mas até que ponto somos isentos da responsabilidade? O que podemos fazer para ajudar e não somente criticar, apontar os erros?

Ser exemplo de leitores, despertar a curiosidade, incentivar a busca por conhecimento, por novos desafios, passar por cima dos medos, estar presente na vida dos filhos e conversar com os professores. Tudo isso é fundamental para que a criança se sinta bem e entenda o quanto a escola é importante.

Os extremos sempre sofrem, em qualquer circunstância. Por mais que nos esforcemos para fazer da vida de nossos filhos mais fácil, será pouco provável que evitemos maiores frustrações. Eles só aprenderão com suas próprias experiências.

Como saber se erramos ou acertamos em determinadas escolhas? Só o tempo dirá.

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