Por que “Catadupas”?

Catadupas: fem. plu. de catadupa – [Do gr. katadoúpa, pelo lat. catadupa]. S. f. 1. Queda de grande porção de água corrente;  queda d’água; salto. 2. P. ext. Jorro, derramamento: “Falava como todos nós falamos; não era já nem sombra daquela  c a t a d u p a  de ideias, de imagens, de frases, que mostravam no orador um poeta.” (Machado de Assis, Páginas recolhidas, p. 50) – Em catadupas. Em grande quantidade: Zangado, os palavrões saem-lhe em c a t a d u p a s.

A escolha pelo nome do blog nem é pela definição do Aurélio, mas sim para fazer uma homenagam à minha cidade natal, Cachoeira de Minas, que um dia se chamou Catadupas. Uma forma de agradecimento pelos bons momentos que passei por lá e que espero ainda passar.

Estou de mudança de endereço virtualmente, até hoje mantinha o Virtualizando [thaisrezendeb.blogspot.com], talvez ainda mantenha, por ter sido meu primeiro blog. Mas não tinha muita personalidade, nem um nome definido, o que me incomodava muito. Ele passou por uma remodelagem, graças à minha amiga Carina (ok, Cah, eu nunca sei qual é o seu blog número 1, nem sei se tem, vai esse mesmo). Acho que agora vou precisar de uma ajudinha com esse.

Aos poucos vou fazendo deste blog um pouco de mim, divagar sobre alguns assuntos, questionar outros, lamentar. O objetivo é ter onde expor um pouco do que fica guardado em mim, extravasar sentimentos e me permitir ter um amigo mais que fiel (e que fique calado, pelo menos até que venham os comentários).

Não tenho compromisso com uma área específica, não quero me prender em um blog de tecnologia, política ou esporte. Um pouco de cada um deles, talvez atualidades, literatura, um pouco de mim.

Espero ver você por aqui mais vezes. Até a próxima!

Sendme

Carnaval acabou, está na hora de voltar ao trabalho, à faculdade.. enfim, voltar a vida normal. Para falar a verdade estou adorando. Não que eu não goste de Carnaval, mas dadas as circunstâncias atuais, preferi passar esses dias em casa, assistindo alguns filmes e matando tempo no Twitter. Nada mais. Nem minha leitura eu continuei.

Acontece que agora o dever me chama.. e preciso de uma boa ideia para o meu projeto interdisciplinar, na faculdade. Confesso que de ideias eu sou péssima, ainda mais quando não tenho vontade alguma de fazer algo. Mas é obrigatório (ou quase, devido ao peso do trabalho nas notas das disciplinas, melhor não arriscar).

Fato é que se boas ideias fossem encontradas por aí tão facilmente, o mundo não seria o que é. Enquanto não tenho a minha grande sacada, vou acompanhando as grandes ideias na internet.

Há pelo menos dez anos utilizando a internet como ferramenta de estudos e trabalho. Conheci muitos serviços que prometiam, alguns cumpriam, a maioria não, como é o caso do MyRealBox, webmail que surgiu com a promessa de filtrar antispam com uma eficiência ainda não implementada. Pouco conhecido no Brasil, o MyRealBox utiliza a ferramenta MGuardian para garantir a segurança dos emails. Hoje está testando a versão M+Guardian. Mas não obteve muito sucesso. Isso foi muito antes do Google com suas ferramentas e tecnologias dominarem quase todas as áreas da web. Pelo menos no quesito antiSpam o Gmail é imbatível.

Uma outra webapp que conheci nesta mesma época e que é o verdadeiro motivo deste post, é o YouSendIt, uma ferramenta para envio de arquivos grandes para vários destinatários ao mesmo tempo. Basta informar o endereço de email de quem quer que receba, anexar o arquivo e enviar. Uma mensagem é enviada para o email dos destinatários com o link para baixá-lo. Totalmente seguro, usei durante muito tempo para enviar grande quantidade de arquivos para pessoas conhecidas, do trabalho ou mesmo para armazenamento pessoal, uma vez que esses arquivos permanecem disponíveis após 30 dias do envio. Claro, isso na versão Lite (freeware). Há ainda as versões Pro, Business Plus e Corporate Suite, cuja capacidade e ferramentas são bem mais atrativas. Fica a gosto do freguês o quanto pagar por aquilo que deseja.

Hoje, com a capacidade de alguns serviços de email, alguns até ilimitado, talvez o YouSendIt não seja tão interessante como era em meados de 2002. Mas para a divulgação em massa de conteúdos e como substituto de um cliente FTP, levando-se em conta a limitação pelo tamanho do arquivo e a quantidade de downloads, esta ferramenta é bem atrativa e útil. De acordo com o site WebWare, em 2008 o YouSendIt foi considerada uma das melhores aplicações na categoria Utilidades e Segurança.

Vale a pena experimentar.

Causos mineiros: Degustação de Vinhos em Minas

Eu adoro causos mineiros. Ainda mais os bons. Este eu recebi por email e achei engraçado, mesmo que às vezes escorregue no sotaque e tenho dúvida da autoria ser mesmo do Luís Fernando Veríssimo. Uma pequena busca na internet eu vi vários lugares fazendo referência a este texto e ao autor, mas não procurei a fundo. Vale os 3 minutos de leitura.

Degustação de vinho em Minas
Por Luiz Fernando Veríssimo

– Hummm…

– Hummm…

– Eca!!!

– Eca?! Quem falou Eca?

– Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?

– Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas…

– Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!

– Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?

– Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!

– Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!

– O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?

– Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então…

– E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!

– O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no…

– Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!

– Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens…

– Hã-hã… Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta…

– O senhor poderia começar com um Beaujolais!

– Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!

– Então, que tal um mais encorpado?

– Óia lá, ocê tá brincano com fogo..

– Ou, então, um suave fresco!

– Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!

– Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!

– Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta…

– Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?

– E que tal a mão no pé dovido, hein, seu fióte de Belzebu?

– Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?

– Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!

– Mole e redondo, com bouquet forte?

– Agora, ocê pulô o corguim! E é um… e é dois… e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!…