Um novo conceito de relógio

Tudo o que é diferente e bonito me agrada. Se for algo hi-tech melhor ainda. Se é algo que eu já gosto, então fechou. Adoro relógios, gosto de fazer o cérebro processar algo, até os pequenos detalhes do dia-a-dia, como olhar as horas. Este modelo é perfeito:

A princípio, quem olha não entende muito, mas basta prestar atenção que irá perceber as horas marcadas à esquerda e os minutos à direita.

Me agradou muito a base metálica, o fundo preto do display e a cor laranja dos caracteres. Só não achei o preço do bichinho. =(

Fonte: Gizmodiva.com

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Resenha: Crime e Castigo

Enfim, após quase seis meses, acabo de ler Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévsky. A demora na leitura se deu por vários fatores, falta de tempo (entre trabalho, faculdade, filha e namorado), o tipo de leitura e pouca boa vontade. Mas cheguei ao fim.

Crime e Castigo foi publicado em 1866 e traz a história de um jovem, ex-estudante universitário, morador de São Petersburgo, que resolve cometer um crime acreditando estar imune às consequências. Usando como desculpa a sua miséria e a de tantas outras pessoas ao seu redor, ele decide assassinar uma pessoa possuidora de bens e roubar o seu dinheiro para ajudar os demais. Ao escolher a vítima, Raskólhnikov acredita estar fazendo um bem para a sociedade matando um “piolho” (uma senhora agiota, que penhorava os bens dos clientes em troca de pequenos valores e cobrava altas taxas de juros).

Para a personagem, a sua miséria é a justificativa para a imunidade, afinal, apenas um ato criminoso poderá ser compensado com centenas de boas ações para com o próximo. O que Raskólhnikov não prevê é que a mente humana é mais complexa do que se pode imaginar, e após o crime a sua sentença é definida por sua própria consciência.

A leitura de Crime e Castigo é complexa, há muitos nomes russos e suas variantes (Raskólhnikov é uma variação de Rodion Románovitch, ou simplesmente Rodka para os mais íntimos), no que o autor se aproveitou para definir algumas personagens (o tradutor explica ao apresentar o personagem qual a origem do nome, que muitas vezes é escolhido especialmente para passar ao leitor o caráter da personagem). A época em que foi escrita e traduzida também faz com que a leitura seja mais difícil.

Apesar do texto ser complexo, o que para mim é um desafio que particularmente me agrada, a história é conduzida de forma fantástica. A intenção do autor de manter o suspense em toda a obra é alcançada de forma satisfatória. Até mesmo no epílogo a sensação de tensão está presente. Em nenhum momento da leitura foi possível distinguir o seu desfecho. A luta entre a razão e a loucura da personagem faz com que a leitura seja cada vez mais intensa e inesperada.

Não é a toa que Crime e Castigo é um clássico e uma obra-prima da literatura estrangeira. Merece este título do início ao fim. Para quem gosta de boa leitura e grandes desafios, está mais do que recomendado.

Pão de queijo é tudo de bom

De vez em quando minhas amigas de Sistemas de Informação resolvem se reunir aqui em casa. Hoje foi a terceira vez. Acabamos sempre fazendo algo na cozinha (sim, nós sabemos cozinhar). Da primeira vez, no aniversário da Carol, saiu um fricassê, maravilhoso por sinal. Na segunda resolvemos ousar e fizemos esfihas abertas. A Carina adorou o recheio de carne que fiz.

Já tem um tempo que estamos combinando de fazer pastel de farinha de milho (pastel de quermesse como alguns conhecem). Particularmente é uma das coisas que eu sei fazer bem. Mas enquanto a gente não se anima, resolvemos fazer pão de queijo. Que mineiro que não gosta de pão de queijo?

O resultado é esse aí de baixo:

Além de bonito, ficou gostoso. E quem quiser se aventurar a fazer, segue a receita:

Ingredientes:

3 copos de polvilho azedo
1 copo de água
1/2 copo de óleo
1 colher (sobremessa) de sal
1 copo de leite
200grs de queijo ralado
2 ou 3 ovos

Modo de fazer:

Escalde o polvilho peneirado com a água, o óleo e o sal.(misture-os e deixe ferver). Deixe esfriar. Misture o leite em temperatura ambiente e o queijo. Dê o ponto com os ovos, acrescentando-os um a um. Fazer as bolinhas e assar em forno quente.

Rendimento: em média 70 pães de queijo pequenos

Se você ficou curioso e quer ver mais fotos, clique aqui e delicie-se!

Sapato e sorvete

Toda mulher gosta de sapatos. Difícil encontrar uma que não goste e sonhe com um closet cheio de modelos diferenciados, um para cada ocasião, uma cor para cada estado de humor. Enfim, todas gostam de ver seus pés em belos exemplares.

Existem mulheres mais comportadas, que utilizam modelos clássicos que combinam com tudo e preferencialmente confortáveis. Há também as exageradas, que gostam de usar o sapato da moda, a cor da estação e fazer presença com o modelito, muitas vezes nem ligam tanto para o conforto. Essas são aquelas que têm uma coleção se não dos sonhos, ainda querem chegar lá. Quando passam por uma vitrine, geralmente não resistem e acabam comprando mais um, mesmo que não precise ou não saiba com o que exatamente vai usá-lo.

Homem também gostam de belos sapatos e a maioria concorda que um salto dá um ar sexy para as mulheres (se ela souber andar, obviamente, o que hoje em dia é raro).

Se você é mulher e se identificou com o primeiro caso, talvez nem dê muita importância, mas se você se enquadra no segundo tipo, certamente vai achar interessante esta ideia:

Um sapato com formato de sorvete. O calcanhar tem o formato das bolas, enquanto o salto, tipo cone invertido, é desenhado como uma casquinha.

O modelo parece ser bem confortável e o desenho divertidíssimo. Particularmente adorei a ideia, só não sei se teria coragem de usar!

Fonte:  TrendHunter

Frases que fazem todo sentido

“A ignorância é uma bênção”

“Há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto a primeira.” Albert Einstein

No momento não me lembro de mais nenhuma, mas estas expressam muito bem meu estado de espírito atual.

Minas Enigma

Fernando Sabino

Minas além do som, Minas Gerais.
(Carlos Drummond de Andrade)

Se sou mineiro? Bem, é conforme, dona. (Sei lá por que ela está perguntando?) Sou de Belzonte, uai.

Tudo é conforme. Basta nascer em Minas para ser mineiro? Que diabo é ser mineiro, afinal? Inglês misturado com oriental? É fumar cigarro de palha, como o poeta Emílio, de Dores do Indaiá? Autran fuma cachimbo. Tem até quem fume cigarro americano. (No bairro do Calafate havia uma fábrica de “Camel”.) Em suma: ser mineiro é esperar pela cor da fumaça. É dormir no chão para não cair da cama. É plantar verde pra colher maduro. É não meter a mão em cumbuca. Não dar passo maior que as pernas. Não amarrar cachorro com lingüiça.

Porque mineiro não prega prego sem estopa. Mineiro não dá ponto sem nó. Mineiro não perde trem.

Mas compra bonde.

Compra. E vende pra paulista.

Evém mineiro. Ele não olha: espia. Não presta atenção: vigia só. Não conversa: confabula. Não combina: conspira. Não se vinga: espera. Faz parte do decálogo, que alguém já elaborou. E não enlouquece: piora. Ou declara, conforme manda a delicadeza. No mais, é confiar desconfiando. Dois é bom, três é comício. Devagar que eu tenho pressa.

Apólogo mineiro: o boi velho e o boi jovem, no alto do morro — lá embaixo uma porção de vacas pastando. O boizinho, incontido:

— Vamos descer correndo, correndo e pegar umas dez?

E o boizão, tranqüilamente:

— Não: vamos descer devagar, e pegar todas.

Mais vale um pássaro na mão. A Academia Mineira, há tempos, pagava um jeton ridículo: duzentos cruzeiros — antigos, é lógico. Um dos imortais, indignado, discursava o seu protesto:

— Precisamos dar um jeito nisso! Duzentos cruzeiros é uma vergonha! Ou quinhentos cruzeiros, ou nada!

Ao que um colega prudentemente aparteou:

— Pera lá: ou quinhentos cruzeiros, ou duzentos mesmo.

Quem nasce em Três Corações é tricordiano — haja vista Pelé. Quem nasce em Barbacena tem de escolher a Maternidade: ou é do Zezinho ou do Bias. E a Manchester Mineira, terra do Murilo Mendes? O poeta Nava foi-se embora: “parabéns a Pedro Nava, parabéns a Juiz de Fora”. Itabira, calçada de ferro: não aceitou chamar-se Presidente Vargas, continuou digna do itabirano Carlos. E Ouro Preto continua digna de ser vista: ali é a casa do Rodrigo; Renato de Lima, ex-delegado e pianista amador, pintando junto à Casa dos Contos. Afonso é de Paracatu. Em Sabará nasceram Lúcia e Aníbal, além de outros ilustres Machados. Alphonsus, o solitário de Mariana. Os profetas de Congonhas. A cidade de Tiradentes — o que não tinha barbas. O Aleijadinho não tinha mãos. São João del Rei, onde nasceu Otto, o que morrerá batendo papo. Solidário só no câncer? Absolutamente, dona: nas virtudes também, uai. Haja vista a Tradicional Família Mineira, que Deus a tenha. As estações de águas: lembrança de São Lourenço, escrito num copinho. E Lambari, terra de Henriqueta! Monte Santo tem a rua mais iluminada do mundo. E uma ambulância com sirene, que seu filho Castejon arranjou. Itaúna fica num quarto andar do Leblon, no apartamento de Marco Aurélio, o bom. Jeremias, outro bom, mineiro como Ziraldo. Os bonecos de Borjalo só ganharam boca depois que começaram a falar. Mineiro por todo lado! O poeta Pellegrino, como psiquiatra, tem garantida uma numerosa clientela. Amílcar modela Minas em arame. Paulo encontrou Minas depois que saiu de lá. João Leite levou-a para São Paulo, Alphonsus para Brasília, Guilhermino para o Sul. João Camilo ficou. Etiene voltou. Paulo Lima voltou. Iglezias voltou. Jaques voltou.Figueiró continua, Rubião recomeçou.

Um Estado de nariz imenso, um estado de espírito: um jeito de ser. Manhoso, ladino, cauteloso, desconfiado — prudência e capitalização.

O guarda-chuva da proteção financeira, não como lema do Banco do Magalhães mais o Zé Luís, e sim como regra de conduta:

— Meu filho, ouça bem o seu pai: se sair à rua, leve o guarda-chuva, mas não leve dinheiro. Se levar, não entre em lugar nenhum. Se entrar, não faça despesas. Se fizer, não puxe a carteira. Se puxar, não pague. Se pagar, pague somente a sua.

Mas todos os princípios se desmoronam diante de um lombo de porco com rodelas de limão, tutu de feijão com torresmos, lingüiça frita com farofa. De sobremesa, goiabada cascão com queijo palmira. Depois, cafezinho requentado com requeijão. Aceita um pão de queijo? biscoito polvilho? brevidade? ou quem sabe uma broinha de fubá? Não, dona, obrigado. As quitandas me apertencem, mas prefiro bolinho de januária, e pronto: estou sastifeito

É a hora e a vez de Guimarães Rosa sorrir e dizer pra cumpadre meu Quelemén: perigoso nada, mira e veja, nas Gerais, essas coisas…

Falar de Minas, trem danado, sô. É falar no mundo misterioso de Lúcio Cardoso, Cornélio Pena ou Rosário Fusco, no mundo irônico, esquivo ou pitoresco de Cyro dos Anjos, Oswaldo Alves, Mário Palmério, seus romancistas. E num mundo de gente, seus personagens, que vão de Antônio Carlos a Milton Campos, de Bernardes a Juscelino — vasto mundo! ah, se eu me chamasse Raimundo. Dentro de mim uma corrente de nomes e evocações antigas, fluindo como o Rio das Velhas no seu leito de pedras, entre cidades imemoriais. Leopoldina, doce de manga, terra de meus pais… Prefiro estancá-las no tempo, a exaurir-me em impressões arrancadas aos pedaços, e que aos poucos descobririam o que resta de precioso em mim — o mistério da minha terra, desafiando-me como a esfinge com o seu enigma: decifra-me , ou devoro-te.

Prefiro ser devorado.

Texto extraído do livro “A Inglesa Deslumbrada”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1967, pág. 71.

Para fechar, uma música que traduz o sentimento que todo mineiro tem dessa terra maravilhosa.

Impressões sobre o Nokia Ovi Suite – parte2

Já passou da hora de continuar essa história. Felizmente essa pausa foi importante para eu reavaliar todas as opiniões sobre o Ovi, suas ferramentas e novidades. Posso agora continuar divulgando minha opinião sem medo de ser feliz. 🙂

Desta vez serei mais breve:

Quando disse no final do post anterior que estava revendo minha opinião sobre o Ovi, não estava apenas me referindo ao software, mesmo porque de nada adiantaria a evolução se eu não tivesse um telefone que pudesse utilizar os recursos que garantem a ele um destaque frente ao PC Suite. Do contrário nem teria migrado.

A questão é que o Ovi Suite foi desenvolvido para integração entre hardware, software E internet (destaco aqui a navegabilidade como ponto essencial). Com ele é muito mais fácil baixar novos programas e gerenciá-los. Prova disso é que já tenho 12 jogos instalados no meu Nokia (minha filha adorou todos e ainda pede mais), alguns aplicativos que achei essenciais e outros instalei apenas por diversão. Mas a grande facilidade de instalá-los foi o que mais me agradou. Uma navegação rápida e já estava tudo funcionando.

Gostei muito da Loja Ovi. Há uma área para gadgets free e outra para os pagos, mas pelo que vi na loja nacional, ainda não há nenhum para comprar, está lá certamente aguardando uma evolução. Particularmente os grátis já me atenderam de forma satisfatória.

Essa para mim foi a parte boa de toda a história. Com a rede WiFi posso baixar e testar novos programas de qualquer lugar. Tenho uma referência de busca e confiabilidade nos aplicativos.

Para encerrar e acabar de vez com a má impressão que tive, acredito que a Nokia tenha acertado na questão interatividade, mas ainda peca no software local. No geral daria nota 7 para o aplicativo e estou ansiosa para aumentá-la.

Vou preparar uma lista dos gadgets que tenho instalado hoje e a opinião sobre cada um deles. Em breve.