Preconceito x hipocrisia

Obaaa! Até que enfim começou a ser exibido meu programa favorito!

Hum… acho que tem algo errado na frase acima. Primeiro que quase não assisto TV, além das séries que acompanho, claro. Mas as séries passam na TV paga, coisa que eu não tenho. Quem dirá então ter um programa favorito. Já consegui explicar que foi um sarcasmo, né? Então vamos ao que interessa.

Esta semana começou o BBB11. Está longe de ser o meu programa favorito, muito pelo contrário. Mas não quer dizer que fico alienada e não acompanho os assuntos relacionados, afinal o que mais tem é gente para falar de BBB, seja para criticar a aparência dos concorrentes, para falar mal de qualquer coisa que aconteça ou ainda para declarar sua torcida. Eu prefiro não me encaixar em nenhuma das opções citadas acima.

O circo A casa é montada e os palhaços participantes são superexpostos para concorrer ao milhão e meio que o “pograma” oferece. Eu não vou ganhar um centavo desse milhão mesmo, prefiro outro tipo de milhão, aquele com espiga e de preferência bem cozido, como todo mineiro. Mas a palhaçada exposição começa muito antes, com aquelas chamadas toscas que são gravadas, onde todos dizem que são capazes de “tudo” para conseguir vencer. Agora vai agir sem escrúpulos lá dentro pra ver se não te tiram logo de cara…

Para completar todos os dias tem uma enxurrada de conversas sem sentido e uma sucessão de declarações falsas que chegam a enjoar. Como todo programa sensacionalista, o BBB tem sempre um personagem polêmico para tentar levantar a audiência. Esse ano não é diferente e lá está a Ariadna para provar isso. O problema é que a Globo é caxias demais para explorar esse sensacionalismo tanto quanto muita gente gostaria. Bom para nós? Nem tanto.

A edição feita pela emissora, tentando transformar um quotidiano em drama, é típica de novela mexicana. Sem contar que jogam com as conversas do jeito que ela bem quer. Mas novamente estou fugindo do meu foco.

Já foi formado o primeiro paredão e lá está Ariadna, a transexual do programa. Porque ela foi escolhida eu não sei, não tive tempo nem paciência de ler por aí os possíveis motivos. Mas eu acredito piamente que ela sai do programa mal tendo entrado. Tudo bem, alguém tem que ser sacrificado, mas é forte as chances dela sair. Porque o Brasil é um país preconceituoso, sempre foi e sempre será. Até aí ainda vai… os Estados Unidos também são. A grande diferença entre nós, tupiniquins, e os sobrinhos do Tio Sam é que que eles assumem que são preconceituosos, não vivem dizendo por aí que são uma farsa.

Somos preconceituosos e racistas, faz parte do ser humano negar aquilo que não é comum no seu meio. Mais difícil ainda é aceitar incondicionalmente alguém fora dos padrões. Mas não são só os humanos que são assim, algumas espécies de animais chegam a matar seus filhotes que nascem com algum tipo de deficiência, como é o caso dos hamsters. Os pássaros costumam abandonar os filhotes subnutridos em seus ninhos, ficando à própria sorte.

Mas novamente temos uma diferença. Humanos pensam (tá bom, alguns nem tanto). Somos capazes de avaliar a melhor decisão, somos racionais. Mas a natureza às vezes fala mais alto, mesmo que as pessoas neguem. Soma-se ainda as leis folkways e mores presentes em nosso dia-a-dia. São milhares de ano tentando estabelecer uma sociedade, não será simples fazer com que as pessoas aceitem sem questionar os “novos” padrões.

Enfim, é esperar pelas próximas ediçõe e novos assuntos a serem comentados por nós aqui fora.

Retomando o blog

Hoje eu venho aqui dar oficialmente o meu adeus ao ano de 2010. Não foi de todo ruim, mas algumas coisas aconteceram na minha vida pessoal que fizeram desse ano um fracasso, principalmente os últimos meses. Profissionalmente falando, acho que houve uma estagnação não desejada, mas que em breve será resolvida.

No lado universitário foi um ano muito bom, ganhei dois prêmios, o primeiro na feira de tecnologia da faculdade, a FAITEC, conseguimos o segundo lugar na classificação dos projetos (e olha que teve confusão até nisso, mas acredito que todos os envolvidos tenham se convencido do merecimento, assim me poupam de ouvir comentários desagradáveis). O segundo prêmio foi também um segundo lugar na maratona de programação da FAI. De um ano para outro melhoramos uma colocação. Obviamente que aqui não posso me esquecer de citar os meus amigos e colegas Guilherme e Altair (Binho), que estiveram comigo nessas conquistas.

A questão que me trouxe aqui hoje é que estou de férias e tentando aproveitar o máximo que posso esse momento para fazer uma restruturação da minha vida. O fato de eu ter abandonado o blog por uns bons meses é sinal de que eu ando mesmo distante de coisas que gosto e mudando de prioridades. O blog é um dos luxos que me dou o direito a ter e gostaria que ele fosse muito mais do que é. Mas tudo a seu tempo.

Como parte dessa restruturação da minha vida, estou dando prioridade para algumas mudanças pessoais, de comportamento e de objetivos. Ultimamente ando percebendo que perdi muito da paciência que sempre tive em qualquer assunto que fosse. Ando mais ansiosa e agitada. Portanto, hora de colocar o pé no freio e fazer as coisas caminharem mais devagar. Como o primeiro objetivo é a organização pessoal e nisso eu sei muito bem que não sou tão boa assim, procurei algumas dicas para eu poder me orientar. Não sei bem onde encontrei esse texto, mas vi que há vários blogs que o citam. Como espero que faça parte da minha vida de agora em diante, resolvi publicá-lo aqui.

Vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada. Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois então confira algumas:

– objetos que você não usa;
– roupas de que você não gosta ou não veste há um ano;
– coisas feias, quebradas, lascadas ou rachadas;
– velhas cartas e bilhetes;
– plantas mortas ou doentes;
– recibos/jornais/revistas antigos;
– remédios vencidos;
– meias velhas ou furadas;
– sapatos estragados.
Para destralhar mais, livre-se:
– do barulho;
– das luzes fortes;
– das cores berrantes;
– dos odores químicos;
– dos revestimentos sintéticos.
–  dos vícios (cigarro, alcool,etc…)
– diminua o uso da carne,
– termine projetos inacabados.

Espero que essas dicas e muitas outras passem a ser, definitivamente, parte da minha vida, como um auxílio para evoluir constantemente.

Em breve pretendo retornar a escrever contando novidades. Ainda está sendo difícil achar a melhor forma de mudar as coisas, mas o fato é que vão mudar. Como diz a música:

Coragem, coragem
O contrário do medo.
Coragem, coragem
A força que eu carrego comigo.
Ano novo, quase tudo novo. E principalmente nos eixos.