2011 já foi. Que venha 2012!

Então.. estou meio atrasada, né? Perdoem-me por isso, mas mais do que nunca precisei desse mês de janeiro para me recompor de um 2011 que, apesar de todas as conquistas, me desgastou demais. Mas não há motivos para lamentações, tenho muito que agradecer e deixar registrado aqui. Vamos começar a retrospectiva de 2011?

Comecei o ano cheia de problemas familiares, foi um janeiro carregado e desestimulante. Tinha que mudar de emprego por causa desses problemas e não sabia nem por onde começar a procurar. As férias acabaram, tanto no trabalho quanto na faculdade e a vida voltava ao seu normal, pelo menos como havia sido nos últimos três anos.

As aulas voltaram e a minha turma estava completamente diferente. Como não havia aluno suficiente para manter duas turmas de Sistemas de Informação, uma de manhã e a minha à noite, elas foram unificadas. Colegas novos, professores novos, matérias novas. Este quarto e último ano prometia e não agradava.

O terceiro ano da faculdade foi diferente, me senti mais animada com a faculdade, novos desafios, conteúdos que eu ainda não dominava, bem diferente dos dois anos anteriores, sem novidades, pelo fato de eu ter feito curso técnico. Cheguei para o quarto com vontade de repetir tudo aquilo. Doce ilusão. O jeito era reunir logo o grupo de TCC, cumprir a agenda de compromissos e torcer para conseguir dar conta do recado. No final, aos trancos e barrancos, deu tudo certo.

Em meio às definições de grupo para o TCC, o trabalho ainda tinha um peso significativo. Além dos atendimentos do suporte, que já andavam me deixando estressada, surgiam viagens a trabalho, que me exigiam três horas por dia dirigindo, de Santa Rita do Sapucaí a São Lourenço, três vezes por semana. No final das contas, fazia o percurso de olhos fechados, conhecia todas as curvas, mas não deixava de ser exaustivo.

Dois fatos me fizeram dar um basta à situação. O primeiro deles foi uma chuva à lá dilúvio que caiu às vésperas do carnaval. Estrada cheia, chuva intensa, acidente na estrada e eu suando frio, torcendo para chegar logo em casa. O outro foram as diversas vezes que cheguei na faculdade com meia hora de atraso. Enquanto não tinha provas, ok. Mas quando começassem, seria um problema. Horas livres para estudar? Nem pensar. E ainda tinha o problema familiar, que ainda me exigia que trocasse de emprego.

Ao fim de fevereiro, parecia que meu ano estava realmente perdido, sem expectativas e cheia de problemas. Mas as águas de março fecharam o verão e a minha maré de azar baixou. Recebi um email com uma proposta de estágio numa empresa que já foi uma das 100 melhores para se trabalhar. Seria minha chance? Algo que desejava há tempos, mandei meu currículo sem pensar duas vezes. E fui chamada para a seleção.

Após uma tarde cansativa, dinâmicas, redação, questionários, a primeira etapa estava vencida. Era hora das entrevistas. Lembro-me muito bem quando o entrevistador me questionou quanto a minha opção por trocar um emprego de consultoria, que me retornava um valor mensal bem maior do que eles podiam pagar a um estagiário, no que fui bem clara e disse que estava disposta a fazer a troca, pois não era uma empresa qualquer, era A empresa.

Dois dias depois eu já estava aprovada, com início imediato. Dei adeus à minha vida de consultora, de suporte, e parti para o que eu realmente gosto: programação. As coisas realmente começavam a mudar. Se não pela falta de grana, pelo menos estava em um lugar que era bom trabalhar, com pessoas realmente legais.

Quando a vida profissional vai bem, a vida pessoal tende a acompanhar, e vice-versa. Foi o que aconteceu comigo. As coisas pareciam que iam tomar o rumo certo. Se não estão perfeitas, estão no caminho. Em abril eu já estava no emprego novo, trabalhando menos horas por dia, era monitora de Java na faculdade e os trabalhos com o TCC começavam a surgir.

As coisas foram bem até setembro, muita correria, finais de semana dedicados ao estudo, família ficando um pouco em segundo plano, mas estava no fim. De repente uma chance de efetivação na empresa. Era bom demais para ser verdade. Uma entrevista, um teste psicológico e lá estava eu, funcionária. Nem preciso dizer o tamanho da minha felicidade diante da situação.

Agora era fechar o ano. Outubro a FAITEC, apresentação do projeto do TCC.

Nosso projeto, brincAR: Realidade Aumentada Aplicada à Alfabetização, apesar de não levar nenhum prêmio, ficou quase lá. Só de presenciar os resultados positivos já ganhamos um prêmio. As crianças adoraram!

Para fechar o ano só faltavam as provas, nenhuma final (tá, eu chorei atoa sim, mas que eu fiquei com medo de não passar direto, eu fiquei). Final de novembro e as notas não decepcionaram. A um passo de ser uma analista.

Era a vez do temido TCC. E ele foi aprovado com louvor, sob uma chuva de elogios por todos os integrantes da banca. Nem preciso descrever o orgulho que foi, depois de tanto trabalho. Missão cumprida! Melhor presente de Natal não tem. Hoje é só aproveitar as férias sem data para acabar e preparar para a formatura. De agora em diante é só comemoração!

O trabalho vai muito bem, começarei os treinamentos externos em breve e agora é trabalhar duro para conseguir tudo que quero. Chances de crescer não me faltam. Amo muito tudo isso!

Tenho muito que agradecer por 2011. E agradeço todos os dias. Que 2012 seja como o ano anterior, com menos sofrimento, claro!

Feliz 2012 a todos vocês!

Em tempo: peço perdão pelo tamanho do post, tive que resumir bem o que foi meu ano para não ficar entediante e espero que não tenha ficado como deixei. Como faço todo ano, vou publicar os livros lidos em 2011, que ficará para um post separado, e tenho esperança de criar uma lista de filmes também. Vamos ver se dá.

Resenha: O Guia do Mochileiro das Galáxias

Primeiro post de 2012 saindo do forno. Comecei a escrever já faz alguns meses, mas a correria foi tanta que não deu tempo de finalizá-lo para publicação. Antes tarde do que nunca, ei-lo aqui!

Todo mundo diz que nerd que é nerd precisa ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Pois então, resolvi me aventurar nesse mundo.

O Guia conta a história de Arthur Dent por um universo cheio de desafios e possibilidades, apresentado por seu amigo Ford Prefect após a Terra ter sido destruída por alienígenas, com o objetivo de construir uma via expressa no local.

A aventura começa quando os dois pegam carona em uma nave que passava pela Terra justamente no momento da destruição. Arthur passa a ser, então, o único sobrevivente terrestre. Ou seria, pois um tempo depois descobre que há outra, Trícia McMillan, ou Trillian.

A trilogia de quatro partes, ou cinco como alguns definem é composta pelos seguintes títulos:

Volume 1: “O Guia do Mochileiro das Galáxias”

Volume 2: “O restaurante no fim do Universo”

Volume 3: “A vida, o Universo e tudo mais”

Volume 4: “Até mais, e obrigado pelos peixes!”

Volume 5: “Praticamente inofensiva”

A edição que li foi publicada pela Editora Sextante.

Adams é reconhecido como um escritor comediante, que usou o Guia como pano de fundo para uma crítica sobre o comportamento do ser humano perante o planeta. No prefácio, Bradley Trevor Greive (autor de “Um Dia ‘Daqueles”) faz questão de dizer que não é preciso entender de Física para entender a essência do livro, mas se você tiver conhecimento na área, será mais fácil apreciar a leitura. E acho que foi justamente nesse ponto que pequei.

Não sou nenhuma conhecedora de Física. Aliás, mal estudei física na minha vida. Pelo fato de ter cursado o ensino médio em uma escola técnica de eletrônica, conheço alguma coisa da física da eletricidade, mas o resto eu praticamente ignoro, tive apenas um ano de física propriamente dita.

O Guia para mim foi uma leitura despretensiosa. Talvez pela fase que me encontrava quando comecei a lê-lo, procurava uma leitura que não exigisse demais do meu raciocínio, queria algo que me divertisse, envolvente e sem grandes esforços. Infelizmente não foi o que encontrei.

Tudo começou quando recebi os livros, ao constatar que eram mais finos do que esperava, apesar dos cinco volumes. Comecei a lê-los há mais de um ano, em dezembro do ano passado. A demora, entre outros fatores, deve-se pelo fato de eu estar no último ano de faculdade e ainda me dedicar a trabalho, casa, faculdade e TCC. Tudo junto e misturado. O tempo para leitura ficou ainda menor. Mas não somente por isso.

A leitura do primeiro volume foi mais rápida, talvez pelo fato de eu já ter começado a ver o filme (que também não terminei de ver). Do segundo também foi mais rápida (as férias também ajudaram). Mas empaquei no terceiro volume.

Daí para frente, foram aproximadamente seis meses de enrolação. O motivo? Perdi completamente o interesse. Tudo ficou muito confuso, sem noção. Às vezes, precisava voltar um capítulo ou dois para tentar entender o que acontecia. Sem contar as idas e vindas do autor, que quebra as histórias e as retoma quando menos se espera.

No quesito leitura de livros, tenho um certo orgulho em dizer que até hoje desisti de ler apenas um livro: O Alquimista, de Paulo Coelho. Esse não deu mesmo. Os demais, por mais entediante, mais confuso que seja, persisto até o fim. Ou guardo para retomá-lo em outro momento, quando tiver mais maturidade para entender a história, como aconteceu com Os Irmãos Corsos, de Alexandre Dumas (pai).

Voltando ao Guia, no final do quarto livro fica claro que a história se encerra ali, o quinto é uma tentativa de continuar a história, que sai totalmente fora do contexto e vira um retalho mal costurado. Neste ponto, concordo com aqueles que dizem que é uma trilogia de quatro livros.

Resultado final: decepção, apesar da expectativa não ser muito grande. Se alguém puder me explicar por que este livro é tão importante para o mundo nerd, fique à vontade para comentar, pois hoje estou com a sensação de que não pertenço a este mundo, por mais que alguns amigos digam o contrário.

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