Resenha: O Guia do Mochileiro das Galáxias

Primeiro post de 2012 saindo do forno. Comecei a escrever já faz alguns meses, mas a correria foi tanta que não deu tempo de finalizá-lo para publicação. Antes tarde do que nunca, ei-lo aqui!

Todo mundo diz que nerd que é nerd precisa ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Pois então, resolvi me aventurar nesse mundo.

O Guia conta a história de Arthur Dent por um universo cheio de desafios e possibilidades, apresentado por seu amigo Ford Prefect após a Terra ter sido destruída por alienígenas, com o objetivo de construir uma via expressa no local.

A aventura começa quando os dois pegam carona em uma nave que passava pela Terra justamente no momento da destruição. Arthur passa a ser, então, o único sobrevivente terrestre. Ou seria, pois um tempo depois descobre que há outra, Trícia McMillan, ou Trillian.

A trilogia de quatro partes, ou cinco como alguns definem é composta pelos seguintes títulos:

Volume 1: “O Guia do Mochileiro das Galáxias”

Volume 2: “O restaurante no fim do Universo”

Volume 3: “A vida, o Universo e tudo mais”

Volume 4: “Até mais, e obrigado pelos peixes!”

Volume 5: “Praticamente inofensiva”

A edição que li foi publicada pela Editora Sextante.

Adams é reconhecido como um escritor comediante, que usou o Guia como pano de fundo para uma crítica sobre o comportamento do ser humano perante o planeta. No prefácio, Bradley Trevor Greive (autor de “Um Dia ‘Daqueles”) faz questão de dizer que não é preciso entender de Física para entender a essência do livro, mas se você tiver conhecimento na área, será mais fácil apreciar a leitura. E acho que foi justamente nesse ponto que pequei.

Não sou nenhuma conhecedora de Física. Aliás, mal estudei física na minha vida. Pelo fato de ter cursado o ensino médio em uma escola técnica de eletrônica, conheço alguma coisa da física da eletricidade, mas o resto eu praticamente ignoro, tive apenas um ano de física propriamente dita.

O Guia para mim foi uma leitura despretensiosa. Talvez pela fase que me encontrava quando comecei a lê-lo, procurava uma leitura que não exigisse demais do meu raciocínio, queria algo que me divertisse, envolvente e sem grandes esforços. Infelizmente não foi o que encontrei.

Tudo começou quando recebi os livros, ao constatar que eram mais finos do que esperava, apesar dos cinco volumes. Comecei a lê-los há mais de um ano, em dezembro do ano passado. A demora, entre outros fatores, deve-se pelo fato de eu estar no último ano de faculdade e ainda me dedicar a trabalho, casa, faculdade e TCC. Tudo junto e misturado. O tempo para leitura ficou ainda menor. Mas não somente por isso.

A leitura do primeiro volume foi mais rápida, talvez pelo fato de eu já ter começado a ver o filme (que também não terminei de ver). Do segundo também foi mais rápida (as férias também ajudaram). Mas empaquei no terceiro volume.

Daí para frente, foram aproximadamente seis meses de enrolação. O motivo? Perdi completamente o interesse. Tudo ficou muito confuso, sem noção. Às vezes, precisava voltar um capítulo ou dois para tentar entender o que acontecia. Sem contar as idas e vindas do autor, que quebra as histórias e as retoma quando menos se espera.

No quesito leitura de livros, tenho um certo orgulho em dizer que até hoje desisti de ler apenas um livro: O Alquimista, de Paulo Coelho. Esse não deu mesmo. Os demais, por mais entediante, mais confuso que seja, persisto até o fim. Ou guardo para retomá-lo em outro momento, quando tiver mais maturidade para entender a história, como aconteceu com Os Irmãos Corsos, de Alexandre Dumas (pai).

Voltando ao Guia, no final do quarto livro fica claro que a história se encerra ali, o quinto é uma tentativa de continuar a história, que sai totalmente fora do contexto e vira um retalho mal costurado. Neste ponto, concordo com aqueles que dizem que é uma trilogia de quatro livros.

Resultado final: decepção, apesar da expectativa não ser muito grande. Se alguém puder me explicar por que este livro é tão importante para o mundo nerd, fique à vontade para comentar, pois hoje estou com a sensação de que não pertenço a este mundo, por mais que alguns amigos digam o contrário.

Avaliação:

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