Cruzado de direita

Sabe aquele dia que você lê um texto que parece que foi escrito para você? Claro que não foi.

Justamente naquele momento que você precisa de uma palavra de consolo, seja ela qual for, que transforme o que se sente na forma escrita.

Zapeando hoje pela internet, tentando “ler” os mais de mil posts ainda não lidos dos meus feeds, encontrei esse texto do Papo de Homem. Reproduzo a parte que mais me chamou a atenção.

Cena 3 – A projeção da nossa maldade

— Você me machuca.

— Eu sei. Não consigo fazer de outra maneira.

— Tudo o que você sabe é fazer pra me afastar.

— É aí que te equivocas. Faço tudo pra saber o quanto gosto de você.

— Onde está o carinho?

— Guardo todo pra mim.

— Quando eu vou embora?

— Quando você volta.

— É muito egoísmo.

— Todo amor é uma forma orgulhosa de maldade.

— Então me machuca do jeito certo.

— Não seja egoísta, mulher. Pensa um pouco em mim.

— Eu te odeio.

— É por isso que você sempre volta pra mim.

SOCO NO ESTÔMAGO.

Texto na íntegra.

Anúncios