Pó mágico

Um dia, um amigo da faculdade me disse que sua mãe fazia um “pó mágico”, que era o maior sucesso entre seus amigos. Falou tão bem do tal “pó” que eu fiquei impressionada.

Pois eu, muito curiosa, pedi a receita do tal. A faculdade acabou e cinco anos depois de tanta propaganda eu não tenho a menor ideia de como é a bendita receita.

Eis que eu, já com vontade de experimentar, fui buscar na internet.

Se você está curioso para saber o que é o tal “pó mágico”, nada mais é do que a receita de um capuccino caseiro. Não sei se a receita é a mesma, mas garanto que o resultado também é bom.

  • 1 lata de leite ninho instantâneo de 400g
  • 100g de Nescafé matinal
  • 5 colheres (sopa) bem cheias de chocolate em pó Nestlé ou Garoto (ou 12 para sobressair o sabor do chocolate)
  • 1 caixa de Chantineve (pó para chantilly)
  • 6 colheres (sopa) bem cheias de açúcar – ou quantidade a gosto
  • 2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres (sopa) de canela em pó

Capuccino

Junte todos os ingredientes e mexa até ter uma mistura homogênea. Opcionalmente, bata no liquidificador para “afinar” o pó do café instantâneo e não ficar bolinhas na hora de beber.

O rendimento é de aproximadamente duas latas de leite em pó.

Esta mistura pode ser adicionada em água ou ao leite. No leite fica ainda mais cremoso.

Beba quente ou gelado. Para ficar ainda mais gostoso, adicione creme e um pouco de canela sobre ele na hora de servir.

Dá para alterar de acordo com o gosto de cada um.

Agora não sofro mais por falta de pó mágico. Esta receita fica bem melhor que muitos capuccinos que experimentei por aí.

Função para conversão de bases

Programar é tudo de bom. Naqueles dias de depressão então, nem se fale. Se achar a solução para um problema antigo, até a depressão resolve ir embora.

Foi numa dessas enrascadas que só os programadores são capazes de se encontrar que este código surgiu. A long time ago, tive a necessidade de fazer um pequeno programa que convertesse um número em um dado alfanumérico. Tudo para manter a compatibilidade entre dois sistemas.

Baseado na regra de conversão de bases, surgem duas funções. Com este código dá para converter qualquer número em qualquer base, muito simples. No meu caso, usei base 36 (26 letras + 10 algarismos). O código está em VBA (Visual Basic for Applications), da época que eu me aventurei a programas em Access.

Public Function BaseNParaDecimal(VALOR As String, Base As Integer) As Integer
    Dim N, I As Integer
    Dim Caractere As String

    N = Len(VALOR)
    For I = N - 1 To 0 Step -1
        Caractere = Mid(VALOR, (N - I), 1)
         If ((Asc(Caractere) > 64) And (Asc(Caractere) < 91)) Then
            Caractere = Asc(Caractere) - 55
        Else
            Caractere = Asc(Caractere) - 48
        End If
        BaseNParaDecimal = BaseNParaDecimal + Base ^ I * Caractere
     Next I
End Function
Public Function DecimaParaBaseN(VALOR As Integer, Base As Integer) As String
    Dim TempValor As Integer
    Dim Algarismo As String

    TempValor = VALOR
    TempValor = TempValor \ Base
    If (TempValor > 0) Then
         DecimaParaBaseN = DecimaParaBaseN & DecimaParaBaseN(TempValor, Base)
    End If
    Algarismo = VALOR Mod Base
    If (Algarismo > 9) Then
        Algarismo = Chr(55 + Algarismo)
    End If
     DecimaParaBaseN = DecimaParaBaseN & Algarismo
End Function
Limites do Access 2007:
Int: 32767 (2 Bytes menos bit de sinal)
Long: 2147483647 (4 Bytes menos bit de sinal)

Por que resolvi postar este código aqui? Porque não encontrei solução na web quando precisei e, se precisar novamente, sei onde encontrar. Não custa nada ajudar algum outro necessitado também. 😉

Dúvida cruel: casar ou comprar uma bicicleta?

A dúvida não seria bem essa, uma vez que eu já tenha feito as duas coisas. O que está me tirando o sono mesmo é: continuar estudando ou não?

Explicarei o motivo do meu dilema.

Adoro estudar, aprender coisas novas. Acho que nasci para isso, ou achava que tinha nascido. Fazer faculdade, mestrado e até doutorado estavam nos meus planos. Agora? Não sei.

Quando fiz curso técnico em eletrônica, eu já tinha definido tudo que ia acontecer na minha vida. Acreditava que eu poderia fazer exatamente aquilo que havia planejado. Ledo engano.

Logo nos primeiros anos pós-ETE, minha vida deu uma virada imensa, praticamente impedindo de realizar boa parte dos planos. O nascimento da minha filha me trouxe novas possibilidades, desafios e uma redefinição de projetos que eu ainda tenho dificuldade em administrar.

Explico: quando planejamos uma viagem desacompanhados, é tudo muito mais simples. Mas quando falamos de viagem a três, a coisa começa a complicar. Isso porque cada um tem a sua vontade e você não pode controlá-las. Minha viagem é agora compartilhada, eles dependem de mim e eu dependo deles. É uma troca, uma boa troca.

Enquanto os estudos estavam parados, o trabalho tomou grande parte do tempo. E foi aí que eu comecei a pensar se realmente nasci para estudar. Por que? Porque as chances de aprender trabalhando são igualmente tentadoras. A “mão-na-massa” é mais desafiadora que uma pilha de livros didáticos.

Pode parecer contraditório, mas não é. Por mais que o trabalho nos permita aprender, chega uma hora que fica mecânico, tarefas repetidas, problemas semelhantes. O desafio deixa de existir e tudo vira rotina. Aí é só questão de tempo até o desânimo bater.

Por mais que a empresa seja bacana, o ambiente de trabalho alto astral, pessoas de bem consigo, ainda tem aquela pulguinha dizendo que o mundo é maior que aquilo e que há muito mais a ser explorado. Só que a falta de conhecimento técnico bloqueia todas as possibilidades.

Foi assim até eu ingressar na faculdade. Sem ela já não dava mais, por mais que eu procurasse aprender sozinha, o caminho era mais difícil sem um título que provasse minhas capacidades. É ele quem abre as portas.

Hoje eu sou analista de sistemas e só por isso eu consegui o emprego que tenho. Mantê-lo é questão de competência mesmo. Há gente que reclame por saber que é capaz de assumir um bom emprego, mas a empresa não tem condições de garantir a veracidade. Ou você arruma um jeito de provar o que sabe ou arruma um “QI”. Networking seria o termo ideal neste caso.

Agora o desafio é maior. Não estou procurando um novo emprego, mas quero crescer, tenho ambições. Para isso preciso me preparar, da melhor maneira possível. Quero poder escolher o que fazer, não aceitar o trabalho que aparece. Para ser assim é preciso muito esforço e reconhecimento. O esforço vem do estudo e o reconhecimento do trabalho executado.

É por isso que 2013 é um ano fundamental. Chegou a hora de focar nos estudos novamente, após um pequeno intervalo. Não quero esperar mais, como fiz para entrar na faculdade. Agora é a hora de correr atrás do prejuízo. Uma pós-graduação ou um salto maior, um mestrado.

E tomar cuidado, pois conciliar trabalho/estudo/vida social e familiar já constatei que não é nada fácil.

O meu ano de 2012

Agora que todos escreveram suas retrospectivas, que todas as festas pelo ano novo passaram, posso falar do meu findo 2012. Afinal, já é fevereiro março. Sim, eu demorei demais, até o carnaval já passou e eu ainda não consegui publicar este texto.

Foi um ano bom. De zero a dez, posso classificá-lo com um 8. Isso se comparado com 2011, que para mim foi de longe bem melhor, apesar dos pesares.

Falemos do passado, mas não vamos tão longe. Ano passado foi uma continuação de 2011. Óbvio, né? Mas foi o ano da “colheita dos frutos”. Após a graduação, a mudança de função na empresa era mais que bem vinda e, junto com o título de analista de sistemas júnior, veio também um pouco mais de $$. E isso é sempre bem vindo ;).

Para fechar a fase superada, a tão esperada formatura. Eu tenho lá minhas restrições com formaturas, devido a problemas familiares, mas resolvi passar por cima disso e fazer a minha festa a melhor de todas, pelo menos para mim. Convidei apenas pessoas que eu realmente queria presente nesse momento e aproveitei tudo que pude, ou quase tudo. Apesar dos Black Labels, saí da festa praticamente sã todas as noites.

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Tudo lindo, tudo maravilhoso, mas uma hora acaba. E então voltamos para o que realmente interessa: trabalho. Sim, esse foi o ano do trabalho. Porque eu realmente não me lembro de fazer mais nada nesse ano. Vida social? Hum… não sei bem o que é isso.

Brincadeiras à parte, realmente trabalhei muito, tenho meus objetivos e para conquistá-los o caminho é focar no que realmente interessa. E isso me deu pouco ânimo para fazer qualquer outra coisa que fosse. Eu disse que este seria o ano do descanso para os estudos, então só voltei a pensar na pós/mestrado ou qualquer outro curso bem no finzinho do ano. Mas agora é sério, preciso urgentemente começar o inglês e estudar muita matemática. Esse ano não deu para fazer a prova do mestrado, mas ano que vem vai dar e já tenho que ir me preparando.

O ano foi bom mesmo para os livros, aproveitei para tirar o atraso em grande estilo. A listinha é razoável, pena não ter feito as resenhas, alguns mereciam. A intenção era fazer um breve comentário aqui neste post sobre cada  um deles. Mas começou a ficar grande e cansativo de escrever, imagine de ler. Então resolvi colocar só os títulos junto com a minha avaliação e eu vou adicionando os links das resenhas/comentários assim que for fazendo. Continue Lendo “O meu ano de 2012”