Dúvida cruel: casar ou comprar uma bicicleta?

A dúvida não seria bem essa, uma vez que eu já tenha feito as duas coisas. O que está me tirando o sono mesmo é: continuar estudando ou não?

Explicarei o motivo do meu dilema.

Adoro estudar, aprender coisas novas. Acho que nasci para isso, ou achava que tinha nascido. Fazer faculdade, mestrado e até doutorado estavam nos meus planos. Agora? Não sei.

Quando fiz curso técnico em eletrônica, eu já tinha definido tudo que ia acontecer na minha vida. Acreditava que eu poderia fazer exatamente aquilo que havia planejado. Ledo engano.

Logo nos primeiros anos pós-ETE, minha vida deu uma virada imensa, praticamente impedindo de realizar boa parte dos planos. O nascimento da minha filha me trouxe novas possibilidades, desafios e uma redefinição de projetos que eu ainda tenho dificuldade em administrar.

Explico: quando planejamos uma viagem desacompanhados, é tudo muito mais simples. Mas quando falamos de viagem a três, a coisa começa a complicar. Isso porque cada um tem a sua vontade e você não pode controlá-las. Minha viagem é agora compartilhada, eles dependem de mim e eu dependo deles. É uma troca, uma boa troca.

Enquanto os estudos estavam parados, o trabalho tomou grande parte do tempo. E foi aí que eu comecei a pensar se realmente nasci para estudar. Por que? Porque as chances de aprender trabalhando são igualmente tentadoras. A “mão-na-massa” é mais desafiadora que uma pilha de livros didáticos.

Pode parecer contraditório, mas não é. Por mais que o trabalho nos permita aprender, chega uma hora que fica mecânico, tarefas repetidas, problemas semelhantes. O desafio deixa de existir e tudo vira rotina. Aí é só questão de tempo até o desânimo bater.

Por mais que a empresa seja bacana, o ambiente de trabalho alto astral, pessoas de bem consigo, ainda tem aquela pulguinha dizendo que o mundo é maior que aquilo e que há muito mais a ser explorado. Só que a falta de conhecimento técnico bloqueia todas as possibilidades.

Foi assim até eu ingressar na faculdade. Sem ela já não dava mais, por mais que eu procurasse aprender sozinha, o caminho era mais difícil sem um título que provasse minhas capacidades. É ele quem abre as portas.

Hoje eu sou analista de sistemas e só por isso eu consegui o emprego que tenho. Mantê-lo é questão de competência mesmo. Há gente que reclame por saber que é capaz de assumir um bom emprego, mas a empresa não tem condições de garantir a veracidade. Ou você arruma um jeito de provar o que sabe ou arruma um “QI”. Networking seria o termo ideal neste caso.

Agora o desafio é maior. Não estou procurando um novo emprego, mas quero crescer, tenho ambições. Para isso preciso me preparar, da melhor maneira possível. Quero poder escolher o que fazer, não aceitar o trabalho que aparece. Para ser assim é preciso muito esforço e reconhecimento. O esforço vem do estudo e o reconhecimento do trabalho executado.

É por isso que 2013 é um ano fundamental. Chegou a hora de focar nos estudos novamente, após um pequeno intervalo. Não quero esperar mais, como fiz para entrar na faculdade. Agora é a hora de correr atrás do prejuízo. Uma pós-graduação ou um salto maior, um mestrado.

E tomar cuidado, pois conciliar trabalho/estudo/vida social e familiar já constatei que não é nada fácil.

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