Mais uma historinha sobre atendimento ao cliente

Vou contar uma historinha para vocês. Uma que eu realmente não gostaria de ter que repetir.

No início de abril, foi aniversário do meu marido. Como estamos juntos há mais de 10 anos, resolvi dar um presente melhor, um pequeno mimo que ele havia me pedido. O marido, esperto como é, me indicou a loja e me preparou para o preço. Até aí tudo bem.

Como todo brasileiro, deixei para comprar na última hora. Namorei várias lojas online mas, por se tratar de um relógio de edição especial, de um valor razoável, fiquei meio receosa. Ainda mais porque todas elas eram desconhecidas.

O jeito então foi procurar no comércio local. E isso o marido também se encarregou, me indicou onde ir e a diferença de preços. Vale o conforto, a segurança e a possibilidade de tocar o produto rapidamente. Tudo que a loja física proporciona.

Só que…

Quem conhece o comércio do interior vai entender bem o que eu digo.

Saí do trabalho e corri para a loja. Fim de expediente, as três atendentes estavam sozinhas, todas com cara de tédio de dar medo. O dono conversava com alguém na porta. Entrei e fui logo dizendo o que eu gostaria, sem esperar o famoso “o que você precisa, bem?”, ou “posso ajudar?”.

Uma das meninas saiu para pegar o relógio e eu enchi a outra de perguntas sobre detalhes, embalagem, edição (existe a de 2003 e 2010), entre outras coisas. E chegou a hora de fazer a tão esperada pergunta sobre preço e forma de pagamento.

Não sou vendedora, não gosto de vender e não tenho a menor vocação para tal. Acredito que quem faz um trabalho desses tem que se dar ao trabalho de estar sempre bem disposto, só pensando na gorda comissão que ganharia. Mas nem todos pensam como eu.

Os meus problemas começam aqui. O preço eu já sabia, então era descobrir como pagar. À vista com desconto, parcelado, crediário (arghh). Opto sempre por pagamentos à vista, aprendi lendo o livro Casais inteligentes enriquecem juntos, do autor Gustavo Cerbasi, que devemos evitar o pagamento a prazo por conta de impostos embutidos, etc. A vendedora me informou as opções e a minha escolhida foi o pagamento à vista no cartão de crédito.

Masssss, como eu disse acima, quem conhece o comércio do interior pode identificar aqui uma cilada. O preço à vista com o desconto dado pela loja só vale para pagamento em dinheiro. Como a minha escolha foi o crédito, o desconto praticamente não existia.

A questão é: quem em sã consciência anda com altos valores em dinheiro na carteira? Numa época em que assaltos são frequentes até em pequenas cidades, ninguém faz uma coisa dessas. Sacar todo o dinheiro no banco não dava, porque o valor excedia o limite diário. Então sugeri o cheque, que eu não trabalho, mas abriria uma exceção devido a urgência. Outra restrição: para pagamento em cheque, era necessário fazer um cadastro que exigia cópias de documentos, comprovante de residência e de renda.

Ou seja, todas as dificuldades enfrentadas para uma única compra. E o resultado disso tudo? Saí da loja sem comprar o que eu queria, com uma raiva das vendedoras, da loja e do dono que estava ao lado delas cochichando qual seria o desconto dado. E por que então ele não veio me atender? Não seria mais elegante da parte dele? Ou então não ficasse ali do lado mandando e desmandando na negociação.

Prezo muito pela transparência, se eu vejo que a pessoa tentou, direta ou indiratamente, me enrolar, já fico insatisfeita com o vendedor e com a loja. E nesse caso não foi diferente. Meus amigos no Facebook que aguentaram meus lamentos, não citei nomes, mas alguns vieram me perguntar o motivo de tanta raiva e eu expliquei, inclusive dando nome aos bois.

Se eu volto à loja? Provavelmente não, só em último caso. Nessa história, acabei influenciando outras pessoas a tomarem cuidado. E o que eu ganhei com isso? Encontrei uma loja online, pesquisei sobre ela e descobri que é de confiança. Quer mais? O relógio da loja online era 35% mais barato. Uma grande economia que minha poupança agradece.

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Oracle Java 7 no Debian Squeeze

Já tem algum tempo que eu tento acessar o site do Banco do Brasil pelo Iceweasel do Debian Squeeze, mas por causa da versão desatualizada do meu Java eu não conseguia. Tentei, não com tanto empenho, encontrar uma forma de voltar a funcionar, mas como eu tinha uma máquina virtual Windows, sempre ficava para depois. Só que eu cansei de esperar a máquina virtual abrir, já tenho pouca memória no notebook e ainda ter que compartilhar com a VM estava complicado.

Não sei de onde vêm esses insights, coisa rara de acontecer comigo ultimamente, mas hoje, não sei porque, não sei como, resolvi consultar a versão do Vuze e percebi que o Java era antigo. Então dei uma “googlada” e encontrei este tutorial, que reproduzo aqui:

# echo deb http://ppa.launchpad.net/webupd8team/java/ubuntu precise main > /etc/apt/sources.list.d/webupd8team-java.list
# echo deb-src http://ppa.launchpad.net/webupd8team/java/ubuntu precise main >> /etc/apt/sources.list.d/webupd8team-java.list
# apt-key adv –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys EEA14886
# apt-get update
# apt-get install oracle-java7-installer

No site original, os comandos “echo” estão com aspas, mas eu tive que editar o arquivo webupd8team-java.list porque deu erro justamente por causa delas.

O pacote de 93MB para instalação é baixado direto do site da Oracle (lindo!). Então é só esperar e ser feliz.

Ah, e não se esqueça de desinstalar a versão antiga, da Sun (a loirinha aqui esqueceu e achou que tinha feito algo errado).

# apt-get remove sun-java6-*

Depois é só fechar o browser, no meu caso o Iceweasel, e aproveitar.

Para consultar a versão:

$ java -version
java version “1.7.0_07″
Java(TM) SE Runtime Environment (build 1.7.0_07-b10)
Java HotSpot(TM) Server VM (build 23.3-b01, mixed mode)

e do JavaC…

$ javac -version
javac 1.7.0_07

Tudo bem que eu só consegui fazer isso agora que tenho um notebook novo, com Windows 8. Mas não penso em abandonar meu pequeno STi que me atura há cinco anos.

debian-logo

E para quem ainda não sabe, dia 4 deste mês foi lançada a versão 7.0 do Debian, cujo nome é Wheezy. Já estou animada para trocar a minha. Mais detalhes no site oficial do Debian.