Referências bibliográficas no Word

Gente.. esse post foi escrito há DOIS anos! Estava aqui nos rascunhos e eu tinha me esquecido completamente dele. 

Como o assunto é interessante, não podia deixar de compartilhar. Porém vou manter o texto como era para ser publicado na época. Situando: eu estava no quarto e último ano da faculdade, o que realmente me deu trabalho, em todos os sentidos. 

Depois de três anos de faculdade, enfim um ano que está me tirando do sério desde o início. A começar pela quantidade imensa de trabalhos que os professores andam dando. Isso sem contar situações inesperadas onde pessoas “esquecem” o que dizem e acabam nos prejudicando. Mas ao término do primeiro bimestre, pelo menos as coisas acabaram se acertando.

Para piorar a situação, como este é o último ano, as obrigações são bem maiores, estágio obrigatório (é, troquei de emprego, cansei da vida de suporte) e o temido TCC.

O ano não começou muito bem. Tivemos alguns problemas para formar a equipe e para acertar o tema do trabalho. Com estes detalhes definidos, só partir para campo, né? Ou melhor, para a programação. Ledo engano. Pesquisas, muita leitura, participação em apresentações de atividades relacionadas ao tema, enfim, muito trabalho a fazer.

Com tanta gente na equipe – este ano são cinco – fica difícil controlar formatação de documento. Muitas referências, padrões, coisas demais para nos preocuparmos. E vamos combinar, padronização de documento é algo bem chato quando não se tem paciência, que não é o meu caso. Mas dá para sofrer menos pensando um pouco mais.

Comecei a fazer a coleta de referências bibliográficas e formatação manualmente, com todo cuidado para não sair do padrão, de acordo com o tipo, etc. Mas a paciência que me sobra falta em muitos do grupo e no final a quantidade de retrabalho era absurda. Resultado: mais perda de tempo.

Eis então que o artigo Instalando referências ABNT no Word 2007, do blog TecnoSapiens iluminou todos os meus dias. Simples, fácil de instalar e pronto para usar.

O Word 2007 (e somente a partir dele), nativamente, oferece suporte para catalogação de referências bibliográficas, que podem ser utilizadas como citações através de referências cruzadas. Porém, os modelos disponíveis não correspondem às normas da ABNT. A instalação e utilização é simples, basta seguir os passos abaixo:

1. Baixe o arquivo deste link.

Este arquivo corresponde ao novo estilo para referências seguindo as normas da ABNT.

2. Salve o arquivo no caminho:

Para o Office 2007 ou 2010: %program files%\Microsoft Office\Office12\Bibliography\Style, onde %program files% é o diretório padrão de instalação de softwares no Windows (Arquivos de Programas para os sistemas em português). Office12 para 0 2007 e Office14 para o 2010.

Para o Office 2008 ou Mac: /Applications/Microsoft Office 2008/Microsoft Word.app/Contents/Resources/Style/

Pronto! O novo estilo já estará disponível para utilização. Os passos a seguir mostram como inserir as referências e como utilizar em citações.

 

3. Abra o Word.

Na guia Referências, altere o estilo para ABNT NBR 6023:2002.

referencias_abnt

4. Cadastre as referências.

Ainda na aba Referências, clique em Gerenciar fontes bibliográficas. Selecione o tipo da referência e preencha com os campos necessários. Nem todos os campos são obrigatórios, mas é importante preencher o máximo possível dos disponíveis. Também é bom ficar atento quanto às datas não definidas ou nomes de títulos. Obras com título e subtítulo devem ser informados no campo Título separados por dois pontos ( : ). Esses foi um dos macetes que só descobri tentando.

Há ainda um botão onde é possível informar os dados do autor, assim ele já deixa no padrão correto. Depois de confirmado, a citação ficará salva no Word e poderá ser usada em qualquer novo documento, aparecendo no campo Lista Mestra. Para usar no documento atual, clique em Copiar e confirme.

fonte_bibliografica

5. Insira citações através da referência cruzada.

Além da formatação dos dados da obra, o Word também formata a referência da citação. Para isso, basta inserir a referência cruzada, clicando em Inserir citação e selecionar a obra desejada. Dados como nome da obra, data e nome do autor podem ser ocultados (ao clicar sobre o texto inserido, o Word abre um menu para edição), dependendo do tipo de citação realizada (direta ou indireta). Uma vantagem é que utilizando a referência cruzada, o Word marca quais obras foram realmente referenciadas, permitindo que se exclua o que não for usado para criar uma outra lista de obras consultadas.

citacao

6. Crie a bibliografia.

Na parte do documento reservada à bibliografia, clique em Referências > Bibliografia e selecione o estilo desejado. A formatação dos campos (negrito, itálico, posições, etc.) são automaticamente configuradas pelo Word. Caso precise adicionar nova obra, basta cadastrar a fonte e atualizar a bibliografia.

bibliografia

Considerações:

O Word é uma mão na roda quando se sabe usá-lo corretamente. A lista de referências não é exceção. Porém, este estilo disponibilizado não é completo, alguns tipos de referências não funcionam ou não são formatados de forma correta. Além disso, a maioria das universidades/faculdades possui suas próprias diretrizes para elaboração de documentos científicos, com o intuito de especificar melhor o que a ABNT deixa vago. Eu mesma tive que alterar o arquivo para atender às diretrizes da minha faculdade. Portanto, mesmo que o programa faça boa parte do trabalho, é bom estudar a norma para ter uma noção e saber identificar problemas, para não chegar na apresentação e ficar com cara de pastel diante da banca avaliadora.

A falta de documentação explicando melhor os tipos ou até mesmo os não suportados é um problema. Dependendo do volume, pode ser que esta ferramenta venha a atrapalhar muito mais do que ajudar.

Um estudo da ferramenta, testes e simulações são recomendadas antes de iniciar o trabalho oficial.

E por último, novamente destaco a necessidade de estudar a norma ABNT e ficar por dentro das diretrizes do seu curso. Por mais que o trabalho seja automatizado, é sempre bom saber diferenciar o certo do errado. Com o tempo o olho se adapta e consegue identificar problemas com facilidade, mas para chegar lá é preciso fazer.

Resenha: A Visita Cruel do Tempo

Livros que ganham prêmios, seja o Pulitzer ou o Jabuti, por exemplo, sempre me deixam ressabiada. Um livro premiado não necessariamente é um livro bom, que me agrade. Em compensação, se for para arriscar, entre um livro vencedor de um prêmio e um best seller, costumo ficar com o primeiro. Por quê? Simples, meu gosto costuma não bater com o da maioria. Isso pode soar meio arrogante, mas já disse aqui muitas vezes que sou mais fã de um clássico da literatura nacional do que das obras contemporâneas, salvo exceções.

Capa_AvisitaCruelDoTempo-web

Premiado com o Pulitzer em 2011, “A Visita Cruel do Tempo” é o tipo de livro que, quando você começa a ler, se pergunta qual o objetivo daquilo tudo. É um apanhado de várias histórias que se intercalam, repletas de sexo, drogas e rock’n’roll, umas contadas em primeira pessoa, outras em terceira, cada qual sob a ótica de uma personagem.

Algo que o marido me chamou a atenção e que quase passou despercebido, é o fato de que a cada mudança de ponto de vista, muda-se também o estilo. É bem sutil, mas deixa a obra ainda mais intensa, bem similar ao que George R. R. Martin faz em suas Crônicas de Gelo e Fogo (não resisti à comparação).

O livro não é cronológico, a narrativa da autora, Jennifer Egan, é baseada em memórias, portanto há a necessidade de uma atenção redobrada para não se perder.

A capa, reproduzida nesta resenha, particularmente me agradou. Além do material impresso pela Editora Intrínseca, a arte também ficou muito bacana, captando bem a essência da história. Achei muito melhor do que a edição americana.

Falando mais sobre a história, no início da leitura eu até me empolguei, Sasha e Bennie Salazar prometeram muito desde o início. Mas do meio para o fim, comecei a sentir um desânimo, talvez pelo fato das demais personagens não terem tanta empatia quanto os primeiros. Ou ainda devido ao tema, que bem ou mal, nos faz repensar a própria vida.

Relutei muito antes de escrever sobre este livro, primeiro porque foi uma leitura densa e segundo porque me senti intimidada pela minha própria história. Ao mesmo tempo, esses dois fatores foram decisivos para eu mudar de opinião, passei o final de semana todo remoendo o que li e procurando em mim um pouco de cada personagem.

Apesar de não ter uma idade tão avançada, reconheço que a vida que sonhei passa longe da que tenho hoje. Frustrações, desencontros, responsabilidades, tudo isso faz parte do amadurecimento de cada um e muitas vezes não se encaixam nos sonhos da adolescência. Somos fruto das nossas decisões, acredito piamente que as escolhas nos transformam e os únicos responsáveis por isso somos nós. Muito fácil tentar colocar a culpa em quem não tem nada a ver.

Olho para trás e percebo que cada um que me fez mal, cada amigo que me magoou, cada “não” recebido foi essencial para me transformar no que sou hoje. No fim das contas, tenho que agradecê-los pelo favor prestado.

Update: minha avaliação 4

Livros lidos em 2012 – parte 3

Esta é a terceira e última parte da minha pequena lista de livros lidos em 2012. Como eram muitos livros, o texto ficou grande, por isso dividi em três partes.

Se você não leu a parte 1, veja aqui.

E se você ainda não conferiu a parte 2, clique aqui.

19. A Hospedeira – Stephenie Meyer2

Stephenie Meyer não tem uma cota alta comigo por conta de Crepúsculo e derivados, mas tinha tanta gente falando dessa história que eu caí na tentação. Junta-se o termo ficção científica, tem-se uma armadilha perfeita para a pessoa que vos escreve. Mas eu acredito que um dia eu aprendo. Foi mais uma leitura que eu podia ter passado sem. Não sei se já sabia que viraria filme enquanto estava lendo, mas como aconteceu com “Cinquenta tons”, ficou aquela sensação de que Meyer escreve roteiros de filmes, não livros. Não vi o filme, nem sei se dá para fazer uma grande produção com essa história.

20. Raízes do Brasil – Sérgio Buarque de Holanda4

Saindo um pouco da ficção, Holanda faz de Raízes do Brasil uma análise da nossa história, procurando no passado justificativas para o que somos hoje. Devia ser um livro obrigatório em todas as escolas de ensino médio. Eu me vi em algumas páginas tão nitidamente que parecia que ele escrevia para mim. Obviamente a carapuça não serviu a todo momento. Não é fácil de ler, mas vale a pena.

21. Cinquenta Tons Mais Escuros – E. L. James2

Eu confesso, fiquei curiosa para saber o que ia acontecer com Gray e Steele. Também confesso que não comprei/emprestei o livro, feio, muito feio, só que não valia o investimento. É mais do mesmo, das mesmas repetições, do mesmo enredo, das mesmas situações, mais um loop, mesmos sentimentos.

22. Os Cinco Porquinhos – Agatha Christie4

O estilo de Poirot para resolver seus casos não é um dos meus favoritos, também não são todos os livros dele que me agradam. Mas este foi interessante, mais pelo mistério e pelas histórias entrelaçadas. Arrisco a afirmar que é um dos melhores livros da Agatha Christie.

23. Cinquenta Tons de Liberdade – E. L. James1

Gosto de sofrer, não é possível. A curiosidade foi maior que o meu sentimento de ofensa frente a um livro ruim. E este é pavoroso. Clichês demais, loops que agora parecem infinitos, começo a entender por que faz tanto sucesso, não há esforço mental nenhum, só uma leitura, outra que não deveria fazer parte desta lista.

24. O Velho e o Mar – Ernest Hemingway4

Para fechar o ano eu precisava de algo melhor, algo estimulante, que pudesse elevar o brio do meu lado leitor. Sofri com o velho, com sua pobreza, deu vontade de levar para casa, de cuidar, ouvir suas histórias. Me lembrou meu avô, resistente na fragilidade da idade e da doença. Aquela cabeça lúcida, de conversas interessantes. Melhor parar por aqui antes que a emoção volte.

Arf, arf, arf… respira fundo. Ano recheado, meta mais que cumprida. Em 2013 a meta aumentou para 24 livros, mantendo a quantidade do ano anterior. Com orgulho digo que antes da metade do ano já estou bem próximo de finalizá-la.

Nem todas as resenhas estão indo para o blog como eu gostaria, muitas por falta de inspiração. A meta para este ano, além de ler, é não comprar mais livros, focando nos que já tenho. Considerando os que o marido herdou da avó, tem muito livro na lista.

Vou repensar essa forma de publicar a lista, é a primeira vez que faço as micro-resenhas, não sei se o formato agradou. Juntas ficaram imensas, foi difícil até escrever. Coisa para pensar ano que vem.

Que tal começar uma lista como a acima e criar suas metas anuais? Ler é tudo de bom!

Livros lidos em 2012 – parte 2

Mais uma parte da pequena lista de livros lidos em 2012 (veja a parte 1 aqui). Dividi em três partes para não ficar cansativo.

Abaixo continuo com as micro-resenhas e minhas avaliações de cada um.

8. A Guerra dos Tronos – George R. R. Martin5

Continuando a lista de boas leituras. Ah, Martin… mal sabia eu o que você estava prestes a fazer na minha vida. Assisti à primeira temporada de “Game of Thrones” e nem preciso dizer que me apaixonei, né? Comprei logo os quatro primeiros livros de uma vez, já que o Submarino foi bonzinho e fez todos por R$ 39,90. Presentão! Não canso de repetir que George R.R. Martin, ou simplesmente Martin, não poupa mocinho nem bandido. Aliás, alguém saberia me dizer quem é o mocinho e quem é o bandido? E é por isso que muitos sentem raiva ao acompanhar a história. Ele é inesperado e é isso o que eu mais gosto nele, mesmo matando minhas personagens favoritas.

9. A Fúria dos Reis – George R. R. Martin5

Mais algumas centenas de páginas de muita ação e mistério. Não dá para saber o que te espera na página seguinte. O clima fica pesado entre as casas e nada está garantido em mais um capítulo da novela “As Crônicas de Gelo e Fogo”.

10. A Tormenta de Espadas – George R. R. Martin5

Sério, não dá para colocar em palavras o que eu senti lendo esses livros. Martin é simplesmente um gênio da literatura atual. Acho injusta a comparação com Tolkien, li O Senhor dos Anéis e acho que são estilos completamente diferentes. Tolkien é mais épico, Martin é mais realista. Difícil saber de qual gosto mais. Recomendo que todos leiam esta novela. Recomendo também que esperem o lançamentos dos dois últimos capítulos que, pelas previsões, ainda vai demorar anos.

11. Neuromancer – William Gibson2

Sair de uma história eletrizante e cair num sucesso dos anos 80. Este livro teve grande repercussão quando lançado, sendo traduzido para diversos idiomas. Infelizmente a brasileira ficou horrível, ao ponto de torná-la quase incompreensível. O jeito vai ser aprender inglês decentemente e ler a versão original. Quem sabe a minha opinião muda.

12. A Menina Que Não Sabia Ler – John Harding3

Confesso que fui atraída para este livro por causa do título, muito semelhante ao “A Menina que Roubava Livros”. As semelhanças param por aí. A história em si é meio comum, o grande ápice é mesmo o fim, que dá margem a interpretações. Não existe um fim definido, você pode tirar as conclusões que desejar. Há quem não goste de finais sem solução, se este for o seu caso, não leia. Eu poderia dar uma nota para o livro inteiro e outra para o fim, obviamente este último seria bem melhor classificado.

13. O Festim dos Corvos – George R. R. Martin5

Foi bom dar uma pausa e digerir as milhares de páginas que Martin escreveu. O quarto livro da série ainda traz muita tensão e expectativa. Como ele consegue fazer isso com tantas personagens e vieses? Acho que Dan Brown podia ter umas aulinhas com ele. O livro é mais do mesmo, graças a Deus! Mas é muito mais, eu garanto.

14. A Senhora da Magia – Marion Zimmer Bradley (Coleção As Brumas de Avalon)5

Outra aquisição do Sub, sem arrependimento nenhum. Morgana é a minha heroína, deu até vontade de ser baixinha, morena e nascida em Avalon. A frase de Che Guevara “hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás”, para mim traduz muito bem o que foi a vida de Morgana. Não dá para falar da história sem correr o risco de publicar spoilers. Fica aqui a minha admiração pela história e meu agradecimento a Bradley pela excelente obra.

15. Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James2

Presentinho do marido, já que todo mundo andava falando dele. Legalzinho, só isso. Como muitas repetições de expressões, cenários e situações, me senti em um loop, ainda bem que finito. Sabe aquela expressão “cachorro correndo atrás do rabo”? Então… Ah, ia me esquecendo, parece que foi escrito propositadamente para virar filme. O que dizer de uma autora que gasta mais de trezentas  páginas para contar uma semana da vida de uma pessoa? Depois da acompanhar a vida inteira de Morgana, sinto muito Ana Steele, sua vidinha é muito chata, nem seu Christian Gray salva.

16. A Grande Rainha – Marion Zimmer Bradley (Coleção As Brumas de Avalon)5

Morgana continua sua vida sofrida e eu a amá-la cada vez mais. Já disse que queria ser ela, né?

17. O Gamo-Rei – Marion Zimmer Bradley (Coleção As Brumas de Avalon)5

Artur, Artur.. como pode ser tão… tão… affff. Já comecei a sentir DPL (depressão pós leitura), mesmo que ainda não tenha terminado a coleção.

18. O Prisioneiro da Árvore – Marion Zimmer Bradley (Coleção As Brumas de Avalon)5

Não tem jeito, o que é bom dura pouco. Ainda bem que bons livros podem ser relidos. Mas abandonar uma personagem que você acompanhou durante toda a sua vida é difícil. Morgana deixou um gosto amargo na minha boca e Avalon entrou para a história e para o meu coração.

[Nova pausa para respirar]

A lista ficou um pouco maior neste post porque eu não quis dividir a coleção “As Brumas de Avalon”. Os comentários só fazem sentido se estiverem juntos. Na próxima teremos a terceira e última parte. Não perca!

A parte 3 pode ser lida clicando aqui.

Livros lidos em 2012 – parte 1

Então, né? Já estamos em junho e eu nem consegui publicar este post, iniciado em março. Hora da faxina nos rascunhos!

Todo ano eu publico aqui uma lista de livros lidos, minha avaliação e um pequeno comentário sobre cada um. A avaliação também está disponível na minha estante no Skoob.

Sem mais delongas, vamos começar que a lista é grande, são 24 livros. Para não cansar o leitor, vou dividir em três ou quatro partes.

1. Até que enfim é segunda – Roxanne Emmerich3

Este nunca foi o meu tipo de leitura, mas apareceu na empresa para que os gestores lessem e depois disponibilizaram para os demais colaboradores. Como é um tema polêmico e por alguns especialistas dizerem que existe até a síndrome da segunda-feira, o livro me chamou a atenção. Não que seja o  meu caso, triste para mim mesmo é a quinta e sexta-feira, nesses dias eu já estou morrendo de tanto acordar cedo. Apesar da avaliação baixa recebida por alguns, o livro não é de todo ruim (me baseio nas avaliações feitas no Skoob), trata de exemplos de como uma boa gestão pode fazer com que o trabalho seja muito mais divertido. E vamos combinar, um mau chefe é capaz de acabar com todo o nosso entusiasmo. Nisso pelo menos eu tive muita sorte no novo emprego.

2. As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis 3

Este livro eu ganhei há algum tempo, mas a faculdade me impedia de lê-lo. Em 2012 não tive desculpas. Me chamou a atenção por ter se transformado em três filmes, que na minha opinião não são espetaculares, mas cumprem o papel de entreter crianças. O livro é a coletânea de todas as histórias de Nárnia, por opção da editora não adotaram uma sequência cronológica e em alguns momentos me senti perdida entre elas. Acho que faltaram notas da edição que pudessem transformar a leitura em algo menos confuso. Enfim, estou esperando minha filha se animar e ler também terminar de ler, para que eu possa comparar a opinião de uma criança com a minha, já que o marido não quis encarar..

3. a máquina de fazer espanhóis – valter hugo mãe5

O que dizer sobre “a máquina de fazer espanhóis”? A grafia é assim mesmo, em minúsculas, assim como toda a narrativa. É meio cansativo às vezes e precisamos tomar cuidado no início, mas nada que não nos acostumemos. Esta é a marca do autor, que também prefere que seu nome seja grafado em caixa baixa. Com relação à história, o que posso dizer é que foi um dos melhores livros que li até hoje. Minhas impressões foram pulicadas na resenha que fiz aqui no blog e que acabei de publicar, saiu quentinha do forno.

4. A Cabana – William P. Young 2

Considerado um best seller, estando na lista de mais vendidos há meses, “A Cabana” é um livro questionável. Meio que uma ficção, meio que autoajuda, é uma história de superação. O fato de tratar da morte de uma garotinha de seis anos por um serial killer talvez tenha me abalado ao ponto de, logo no início, desejar abandoná-lo. Dei uma chance e não sei se valeu tanto assim. É uma visão diferente das coisas, uma forma de mostrar ao mundo que nem tudo é do jeito que vemos. Me lembrou da frase “a interpretação faz parte da prova”, quem nunca? Infelizmente, depois de terminar, não consegui fazer minha opinião mudar. A narrativa não é elaborada e algo nele não me agradou, enfim.

5. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres – Stieg Larsson 4

Ah, o mistério. O que pode ser mais atraente? Enfim, minhas leituras começaram a ter gosto. Stieg Larsson escrevia muito bem e apostaria em uma carreira bem sucedida como escritor se não fosse uma fatalidade ter morrido aos 50 anos. A tradução também foi bem feita, não estragando a história. O livro, aliás a trilogia, foi um presente ao marido. Nos interessamos após assistirmos os filmes homônimos ao livro, tanto a versão sueca quanto a versão hollywoodiana. A primeira de longe muito melhor que a segunda. O mistério é em torno do desaparecimento de Harriet Vanger, sobrinha de um dos maiores empresários da Suécia, Henrik Vanger, nome tradicional na Suécia, porém com seu patrimônio em decadência, juntamente com a sua família. Mikael Blomkvist, um jornalista cuja carreira estava destruída após ser condenado por calúnia e difamação, abandona a revista Millennium, da qual é sócio, com a intenção de não arruiná-la também. Henrik contrata Mikael para tentar descobrir o que a polícia não foi capaz, mesmo se passando 16 anos do desaparecimento. Conta, ainda, com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem problemática e misteriosa, mas de uma inteligência ímpar. A sujeira jogada para baixo do tapete começa a ser levantada, abalando a família Vanger e trazendo muitas emoções ao leitor.

6. A Menina que Brincava com Fogo  – Stieg Larsson4

Continuação da trilogia Millennium, desta vez Lisbeth Salander se complica com a polícia. Ela é acusada de triplo homicídio e todos acreditam que desta ela não escapa. Os únicos que realmente acreditam na sua inocência são seu antigo tutor, Holger Palmgren, e  Mikael Blomkvist, que procura descobrir quem está tentando incriminá-la.  Renovado por ter conseguido provar que foi condenado injustamente, Blomkvist retoma suas atividades como repórter investigativo, agora com o tema tráfico de mulheres. O livro é bom, a narrativa também, mas o autor deve ter levado muito a sério o fato de Mikael ser chamado de Super-Blomkvist. O fim do livro não é o fim da história, que dá abertura para o próximo e último livro da trilogia, no qual descobrimos por que Salander se transformou no que é.

7. A Rainha do Castelo de Ar  – Stieg Larsson4

Enfim, vamos saber quem é Lisbeth Salander. Finalmente é revelada sua verdadeira história e o motivo de ter sido incriminada pelos homicídios. Mais uma vez entra em cena Blomkvist e seus super poderes de encontrar o que ninguém consegue. Ele acaba por descobrir que a vida de Lisbeth está diretamente relacionada a uma conspiração do serviço secreto nacional para ocultar um espião fugitivo da união soviética. Grande demais, elaborado demais, fantasioso deveras. Mas nada supera as cenas de ação e seus desfechos. Por mais que as personagens fossem inteligentes, acabou parecendo que estavam lutando contra um grupo de incompetentes e ignorantes, não com o serviço secreto sueco, ao mesmo tempo que o autor fez questão de elevar os superpoderes de Blomkvist e Salander. Acredito que em alguns momentos o erro deles poderia tornar a narrativa mais realista. No fim, creio que a intenção de criticar o comportamento da sociedade em diversos ambientes e situações foi atingido.

[Pausa para respirar]

Ufa! Até aqui já foi um longo caminho. No próximo post tem mais livros e micro-resenhas. Até!

Leia a parte 2 clicando aqui.

Ou a parte 3 clicando aqui.

Resenha: As Esganadas

Ultimamente ando me interessando mais por best sellers, apesar da preferência pelos clássicos literários.

Graças às promoções do Submarino, tenho comprado livros bem baratinhos. Um deles foi “As Esganadas“, do Jô Soares.

As Esganadas

A trama nos leva ao Rio de Janeiro de 1938. Uma série de assassinatos, digamos, nada comuns, intrigam a polícia carioca. Esta, por sua vez, conta com a ajuda de um ex-policial português que, curiosamente, consegue identificar detalhes das cenas do crime.

Recheado de personagens extravagantes e nada comuns, o livro é para ser engraçado e chega a cumprir este papel. Mas uma coisa me incomodou profundamente.

Quem acompanha a carreira do Jô é capaz de identificar de cara seus traços na escrita. Como em suas entrevistas, ele insiste em se autopromover e evocar um passado que já não existe mais. O livro tem muito do saudosismo que o próprio Jô guarda dentro de si. Além, é claro, do uso de termos mais elaborados, que não chegam a deixar a história maçante, mas vêm a aumentar a certeza de que o autor gosta de todos os holofotes virados para ele.

Não consegui identificar muitos clichês na história, ponto positivo. Talvez por conta disso, o excesso de extravagâncias acabou me cansando. O uso de expressões em outros idiomas também é constante, outra característica do poliglota Jô, algumas, acredito, até desnecessárias. Me senti uma idiota em certas ocasiões, tendo que ser lembrada de que fulano era de tal país. Chato.

Uma obra é uma obra. O autor é outra coisa. Pode ser pela maciça exposição do Jô Soares à mídia que talvez eu consiga identificá-lo tão claramente no decorrer da leitura, ao ponto de não conseguir separar obra e autor. Confesso que a experiência não foi muito agradável, a tal ponto de repensar a possibilidade de ler outros livros escritos por ele.

É um livro que não fez diferença na minha vida.

Minha avaliação: 3