Livros lidos em 2012 – parte 1

Então, né? Já estamos em junho e eu nem consegui publicar este post, iniciado em março. Hora da faxina nos rascunhos!

Todo ano eu publico aqui uma lista de livros lidos, minha avaliação e um pequeno comentário sobre cada um. A avaliação também está disponível na minha estante no Skoob.

Sem mais delongas, vamos começar que a lista é grande, são 24 livros. Para não cansar o leitor, vou dividir em três ou quatro partes.

1. Até que enfim é segunda – Roxanne Emmerich3

Este nunca foi o meu tipo de leitura, mas apareceu na empresa para que os gestores lessem e depois disponibilizaram para os demais colaboradores. Como é um tema polêmico e por alguns especialistas dizerem que existe até a síndrome da segunda-feira, o livro me chamou a atenção. Não que seja o  meu caso, triste para mim mesmo é a quinta e sexta-feira, nesses dias eu já estou morrendo de tanto acordar cedo. Apesar da avaliação baixa recebida por alguns, o livro não é de todo ruim (me baseio nas avaliações feitas no Skoob), trata de exemplos de como uma boa gestão pode fazer com que o trabalho seja muito mais divertido. E vamos combinar, um mau chefe é capaz de acabar com todo o nosso entusiasmo. Nisso pelo menos eu tive muita sorte no novo emprego.

2. As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis 3

Este livro eu ganhei há algum tempo, mas a faculdade me impedia de lê-lo. Em 2012 não tive desculpas. Me chamou a atenção por ter se transformado em três filmes, que na minha opinião não são espetaculares, mas cumprem o papel de entreter crianças. O livro é a coletânea de todas as histórias de Nárnia, por opção da editora não adotaram uma sequência cronológica e em alguns momentos me senti perdida entre elas. Acho que faltaram notas da edição que pudessem transformar a leitura em algo menos confuso. Enfim, estou esperando minha filha se animar e ler também terminar de ler, para que eu possa comparar a opinião de uma criança com a minha, já que o marido não quis encarar..

3. a máquina de fazer espanhóis – valter hugo mãe5

O que dizer sobre “a máquina de fazer espanhóis”? A grafia é assim mesmo, em minúsculas, assim como toda a narrativa. É meio cansativo às vezes e precisamos tomar cuidado no início, mas nada que não nos acostumemos. Esta é a marca do autor, que também prefere que seu nome seja grafado em caixa baixa. Com relação à história, o que posso dizer é que foi um dos melhores livros que li até hoje. Minhas impressões foram pulicadas na resenha que fiz aqui no blog e que acabei de publicar, saiu quentinha do forno.

4. A Cabana – William P. Young 2

Considerado um best seller, estando na lista de mais vendidos há meses, “A Cabana” é um livro questionável. Meio que uma ficção, meio que autoajuda, é uma história de superação. O fato de tratar da morte de uma garotinha de seis anos por um serial killer talvez tenha me abalado ao ponto de, logo no início, desejar abandoná-lo. Dei uma chance e não sei se valeu tanto assim. É uma visão diferente das coisas, uma forma de mostrar ao mundo que nem tudo é do jeito que vemos. Me lembrou da frase “a interpretação faz parte da prova”, quem nunca? Infelizmente, depois de terminar, não consegui fazer minha opinião mudar. A narrativa não é elaborada e algo nele não me agradou, enfim.

5. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres – Stieg Larsson 4

Ah, o mistério. O que pode ser mais atraente? Enfim, minhas leituras começaram a ter gosto. Stieg Larsson escrevia muito bem e apostaria em uma carreira bem sucedida como escritor se não fosse uma fatalidade ter morrido aos 50 anos. A tradução também foi bem feita, não estragando a história. O livro, aliás a trilogia, foi um presente ao marido. Nos interessamos após assistirmos os filmes homônimos ao livro, tanto a versão sueca quanto a versão hollywoodiana. A primeira de longe muito melhor que a segunda. O mistério é em torno do desaparecimento de Harriet Vanger, sobrinha de um dos maiores empresários da Suécia, Henrik Vanger, nome tradicional na Suécia, porém com seu patrimônio em decadência, juntamente com a sua família. Mikael Blomkvist, um jornalista cuja carreira estava destruída após ser condenado por calúnia e difamação, abandona a revista Millennium, da qual é sócio, com a intenção de não arruiná-la também. Henrik contrata Mikael para tentar descobrir o que a polícia não foi capaz, mesmo se passando 16 anos do desaparecimento. Conta, ainda, com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem problemática e misteriosa, mas de uma inteligência ímpar. A sujeira jogada para baixo do tapete começa a ser levantada, abalando a família Vanger e trazendo muitas emoções ao leitor.

6. A Menina que Brincava com Fogo  – Stieg Larsson4

Continuação da trilogia Millennium, desta vez Lisbeth Salander se complica com a polícia. Ela é acusada de triplo homicídio e todos acreditam que desta ela não escapa. Os únicos que realmente acreditam na sua inocência são seu antigo tutor, Holger Palmgren, e  Mikael Blomkvist, que procura descobrir quem está tentando incriminá-la.  Renovado por ter conseguido provar que foi condenado injustamente, Blomkvist retoma suas atividades como repórter investigativo, agora com o tema tráfico de mulheres. O livro é bom, a narrativa também, mas o autor deve ter levado muito a sério o fato de Mikael ser chamado de Super-Blomkvist. O fim do livro não é o fim da história, que dá abertura para o próximo e último livro da trilogia, no qual descobrimos por que Salander se transformou no que é.

7. A Rainha do Castelo de Ar  – Stieg Larsson4

Enfim, vamos saber quem é Lisbeth Salander. Finalmente é revelada sua verdadeira história e o motivo de ter sido incriminada pelos homicídios. Mais uma vez entra em cena Blomkvist e seus super poderes de encontrar o que ninguém consegue. Ele acaba por descobrir que a vida de Lisbeth está diretamente relacionada a uma conspiração do serviço secreto nacional para ocultar um espião fugitivo da união soviética. Grande demais, elaborado demais, fantasioso deveras. Mas nada supera as cenas de ação e seus desfechos. Por mais que as personagens fossem inteligentes, acabou parecendo que estavam lutando contra um grupo de incompetentes e ignorantes, não com o serviço secreto sueco, ao mesmo tempo que o autor fez questão de elevar os superpoderes de Blomkvist e Salander. Acredito que em alguns momentos o erro deles poderia tornar a narrativa mais realista. No fim, creio que a intenção de criticar o comportamento da sociedade em diversos ambientes e situações foi atingido.

[Pausa para respirar]

Ufa! Até aqui já foi um longo caminho. No próximo post tem mais livros e micro-resenhas. Até!

Leia a parte 2 clicando aqui.

Ou a parte 3 clicando aqui.

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3 comentários em “Livros lidos em 2012 – parte 1”

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