Resenha: O Símbolo Perdido

Mais uma aventura escrita por Dan Brown e protagonizada por Robert Langdon, desta vez na capital americana, envolvendo a comunidade maçônica e todos os seus mistérios, que se mistura com a história dos Estados Unidos (poderia dizer do mundo inteiro?).

Fórmula básica de Brown: Robert Langdon, simbologia, uma sociedade secreta, uma mulher bonita e uma cidade rica historicamente. Depois de “O Código da Vinci”, “Anjos e Demônios” e “Fortaleza Digital”, este último o pior de todos, fica fácil identificar o perfil do escritor e ter dúvidas se realmente vale a pena gastar algumas horas com mais um repeteco. Eu me arrisquei.

O Símbolo PerdidoInfelizmente o que eu li foi mais do mesmo, ou nem tanto, já que “O Código da Vinci” e “Anjos e Demônios” são, em alguns momentos, empolgantes. “O Símbolo Perdido” nem chega a isso. A espera pelo clímax se torna frustrante, os desfechos são mal arranjados e tudo acaba como começou: sem sentido.

Os fãs de Dan Brown podem ficar irritados com esta resenha, mas o fato é que a história não acrescenta nada, nem mesmo a enfatização aos mistérios maçônicos, que não sei até que ponto são tão misteriosos.

Acrescenta-se a isto o fato de que eu tenho minhas restrições quanto à maçonaria, por total falta de conhecimento mesmo.

Mas nos atemos ao enredo. Que a maçonaria está presente em muitos episódios da nossa história é um fato e que os americanos gostam de enxergar intrigas em qualquer lugar também. O que mais impressiona é que, como eu, a maioria é ignorante sobre o assunto e, por conta disso, elaboram as mais fantasiosas ideias de conspiração em torno da instituição. Um pouco de estudo pode mostrar o quanto as pessoas podem estar erradas em considerar a maçonaria uma sociedade secreta. Pior de tudo, considerar como verdade tudo que dizem contra ela. As próprias personagens do livro agem desta maneira, a tal ponto de ser cômico.

Tentei durante dias encontrar algo interessante que valesse a pena destacar, mas não encontrei. Nenhuma lição de moral, nenhum desfecho surpreendente, nada a não ser mais Dan Brown e seu estilo literário.

A sensação que eu tenho ao escrever este artigo é que não tenho nada a dizer sobre o livro, ficou tudo muito vazio. Confesso que esperava um pouco mais.

Minha avaliação: 2

Um comentário em “Resenha: O Símbolo Perdido”

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