O que você quer ser quando crescer?

Tanta coisa acontecendo na minha vida ultimamente, tantas mudanças, novos compromissos, novos desafios. Estou muito feliz por ter tomado decisões que me levaram onde estou agora.

Do que eu estou falando? Simples. Eu havia comentado neste post que eu voltaria para contar as novidades e cá estou eu para isso.

Todos concordamos que os mais velhos merecem respeito, acima de tudo porque são pessoas experientes e que possuem conhecimento de causa, portanto podem opinar sobre diversos assuntos. Porém, para quem é jovem adolescente parece vago. Então, quando você ultrapassa os 30 e vê adolescentes passando pelos mesmos dilemas, tendo as mesmas dúvidas que você, isso torna-se muito claro. É a constatação de que a vida é um ciclo, uma repetição variando em detalhes, mas que só se repete a cada nova geração. Ou seja, se você não aproveitar o seu momento, talvez não tenha uma nova oportunidade.

As chances de você mudar o que ficou para trás são ínfimas. Elas existem, mas não aparecem sozinhas, é preciso fazer acontecer. E quem não corre atrás do prejuízo não sabe a felicidade que é estar “consertando” parte do passado.

Desde muito cedo eu soube o que queria fazer na vida. Primeiro queria ser bancária ( eu adorava fazer continhas e achava que era só isso que eles faziam). Mal sabia que as subtrações é que eram mais importantes (contas e mais contas). Depois de alguns anos eu decidi que a melhor faculdade seria a de matemática, paralelamente ao curso de música que eu também pretendia fazer. Mas, eis que uma situação inusitada na família me fez escolher pela eletrônica, e lá fui eu fazer o curso técnico. Parei por aqui porque estou ficando repetitiva.

Portanto, dúvidas do tipo “vou ser médica ou advogada?” eu nunca tive. Sempre soube que faria algo na área de exatas. Mas exatamente o quê era coisa que só o tempo diria. Depois do curso técnico, que eu adorei, decidi que esta era a minha área. Mas, por questões financeiras, o sonho foi deixado para trás, pelo menos até o ano passado. Mas agora posso considerá-lo apenas um sonho adiado e no caminho de ser realizado.

Nas minhas “andanças” pelos blogs, e já peço desculpas antecipadas por não citar a fonte aqui, pois não anotei e realmente não me lembro onde foi que vi, encontrei este teste vocacional da Revista Veja. Aí, se você me conhece ou acompanha o blog, deve saber que eu adoro programação, é o meu trabalho atual e sou apaixonada pelo que faço. Então para que fazer um teste vocacional? Simples, pura curiosidade. É aquele momento que você procura a constatação de que fez a coisa certa.

Abaixo está o resultado do meu teste. Nada fora do que eu esperava encontrar, está tudo lá: análise de sistemas, engenharia e até mesmo a psicologia, opção ainda não descartada, mas que não tenho como objetivo exercer a profissão, apenas agregar conhecimento (ou não, quem sabe?). Destaquei as que são ou já considerei como carreira.

 

RESULTADO DO SEU TESTE

Temperamento D – Cerebral
Reconhecíveis por sua independência, engenhosidade e talento estratégico, as pessoas deste grupo apresentam intuição, raciocínio lógico e inteligência espacial bem desenvolvidos. Apresentam talentos para a invenção, a criação, a construção, a sistematização e o planejamento.

Carreiras/atividades apropriadas:

Analista de sistemas
• Antropólogo
• Arquiteto
• Astrônomo
• Cientista
• Consultor administrativo
• Criminalista (teórico e prático)
• Designer de automóveis, aviões, máquinas
• Economista
Engenheiro eletrônico
• Engenheiro geneticista
• Engenheiro industrial
• Engenheiro metalurgista
• Engenheiro naval
• Engenheiro químico
• Executivo de negócios
• Físico
• Geneticista
• Matemático
• Metalurgista
• Oceanógrafo
• Professor (ensino universitário)
• Projetista de protótipos
• Químico
• Psicólogo
• Psiquiatra
• Sociólogo
• Urbanista

No começo do texto usei a palavra “adolescente” ao invés de jovem porque eu não me considero uma senhora, muito longe disso. Acho que a ideia de ser jovem vai além da idade pré-estabelecida. Eu com 31 me acho indigna de ser considerada uma senhora. É a vantagem de se encarar a vida de forma leve e ter a certeza de estar traçando um caminho sólido e não ter dúvida de que todas as escolhas foram feitas pensando sempre no meu futuro e no bem-estar da família e dos amigos.

Portanto, não importa a sua idade, 20, 30, 50 ou 70 anos. Se você acredita que pode fazer algo por você mesmo e que isso vai trazer a sensação do “dever cumprido”, corra atrás, dê chances para a oportunidade bater à sua porta. Porque eu estou correndo atrás do tempo perdido e fazendo o que sempre quis. Não há felicidade maior do que ter esta certeza!

Daqui a quatro anos e meio terei “recolocado o trem nos trilhos”. Um período já foi, que venham os próximos até o canudo de engenharia.

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Resenha: O Homem que Matou Getúlio Vargas

O Homem Que Matou Getulio VargasTalvez este post não mereça estar na categoria “resenha”, mas já que estamos falando de livro…

Eu juro que tentei. Fui até a página 93. Mas foi demais para mim!

Já faz algum tempo que esta história entrou para a minha lista de futuras leituras. Mês passado consegui um exemplar (porque eu havia dito que não compraria mais nenhum livro do Jô). Tamanha decepção!

Não gosto do estilo Jô Soares escritor. Esse é o terceiro livro de sua autoria que leio, “As Esganadas” e “O Xangô de Baker Street” são os outros. Todos iguais, todos chatos, todos com a marca do autor. Foi a gota d’água! É um exagero de palavras difíceis, do “estrangeirismo”, de clichês.

Tentei ler pulando linhas, absorvendo o essencial, para ir o mais longe possível. Mas tornou-se uma leitura repulsiva, só de pensar sinto náuseas.

Parei logo, antes de perder mais do meu precioso tempo e da minha paciência.

Jô Soares consegue ser pior que Dan Brown, que usa quase os mesmos artifícios: clichês e roteiro pré-formatado. A diferença é que o segundo é mais sutil e consegue prender o leitor na tensão do momento, coisa que a comédia escrachada do Jô não faz. Me cansei dele como apresentador há muito tempo, agora nem quero saber como escritor.

Não descobri quem matou Getúlio, nem quero que me contem. Esperava mais de um tema importante da nossa história.

Este livro não ganha estrelinhas porque não consegui chegar até o fim. Entrou para a minha pequena lista de abandonos. Agora são três: este, “O Segredo” e “O Alquimista” do Paulo Coelho. Além disso, da mesma forma que Paulo Coelho, Jô Soares também passa a ser um escritor banido da minha existência.

Não compro e nem recomendo. Se quiser arriscar, depois não diga que não avisei. 😛