Pode vir, 2016. Te quero muito!

E 2015 já se foi. Tarde, na minha opinião. Foi um ano difícil em diversos sentidos, mas superado sem deixar sequelas.

Com tantas notícias sobre o pífio resultado da economia, grandes escândalos na política, fica difícil acreditar que um novo ano seja melhor do que o anterior. E aparentemente as expectativas não são agradáveis.

A crise demorou para chegar onde moro, sente-se apenas nas idas ao comércio, no mercado imobiliário ou nas rodas de amigos que contam casos de empresas que não andam bem das pernas. Raramente ouve-se a frase “perdi meu emprego, a empresa justificou a demissão como efeito da crise”. Mas percebo que isto não acontece em outras regiões do país.

Tenho amigos desempregados, muitos deles só tenho contato via redes sociais. São colegas de infância ou que estudaram comigo e optaram pelos grandes pólos industriais. São Paulo, São José dos Campos, Campinas e Ribeirão Preto sempre foram os destinos mais escolhidos por eles. E as notícias que recebemos nem sempre são animadoras.

Bate um sentimento de preocupação forte, estamos não tão distantes destes lugares. E como a economia é uma bola de neve, muito em breve podemos ser fortemente atingidos. Ruim para quem está fazendo planos, estudando e se preparando para um futuro melhor.

Mas nem todos perdem na crise. E é nessa afirmativa que me agarro e trabalho para poder também entrar nessa seleta lista de vencedores. Foi um ano difícil? Foi. Foi um ano cansativo? Foi. Mas sobrevivi e bem.

2015 foi um ano de mudanças. Duas na verdade. Depois de 13 anos morando no mesmo apartamento, decidimos procurar um novo lugar para morarmos. E foi uma das melhores coisas que nos aconteceu. É impressionante como nos acostumamos a qualquer situação e nos forçamos a acreditar que tudo que passamos é “normal”. De um simples box no banheiro até uma bela vista da varanda do novo apê, muitas coisas me fizeram repensar o que nos levou a ficar tanto tempo no mesmo lugar sem haver evolução, sem mudar para a melhor.

A mudança nos obrigou a fazer uma faxina, jogar fora todo o material acumulado nestes anos, que iam parar em uma gaveta qualquer e lá esquecidos. Só de roupa acabei doando metade do que tinha. E não é brincadeira. Apesar de não tem muitas peças, sempre usava as mesmas. Ou por terem estragado, ou porque não eram do tamanho certo (incluindo peças compradas ou presenteadas em tamanho menor ou muitas vezes maior), ou ainda porque não me agradavam mais. Não sou de seguir moda, portanto nada do que tenho “sai de moda”, Tudo muito básico (exageradamente básico, na visão do marido😀 ). Já era hora de liberar espaço para o novo guarda-roupa.

E falando em guarda-roupa, até de móveis acabamos nos desfazendo. Da cozinha aos quartos, cadeiras, mesas, guarda-roupas e camas foram doados. É uma sensação agradável poder ajudar alguém que precisa com algo que não te agrada mais, mas que está em bom estado de conservação e pode ajudar muito quem não tem condições de comprar. Tão bom que dá vontade de fazer sempre, mas a conta bancária não deixa..😉

Eu disse que foram duas mudanças, porque ficamos poucos meses nesse apartamento. Procurando um lugar mais tranquilo, acabamos nos mudando para um outro no mesmo prédio, mas agora no último andar. A vista continua a mesma, as instalações também, porém é mais tranquilo que o anterior. Agora ninguém mais sai de casa, com um lugar sossegado e internet rápida (adeus Oi, olá fibra óptica!), Netflix rola solta nos finais de semana.

Das resoluções para o ano (que listei aqui), quase todas foram cumpridas. Tirei meu passaporte e quase fui parar em Paris. Mas o Euro a R$4,50 não foi muito convidativo. O marido aproveitou uma viagem a Bordeaux e Amsterdã para esticar até a capital francesa. E eu fiquei aqui em terras tupiniquins só lamentando. Mas nem tanto, porque se a viagem não saiu, foi por conta da segunda resolução para o ano: o projeto “Independência Financeira”.

Acabei não falando mais sobre ele, como prometido. Mas ele começou e está em andamento. Com a economia não muito bem das pernas e com o pouco conhecimento que eu tenho, fica difícil saber em tão pouco tempo se as decisões tomadas são certas. Mas uma coisa é clara: fugir da poupança foi a melhor coisa que fiz. Como já li em diversos blogs que acompanho (que pretendo listá-los em um artigo em breve), para obter-se sucesso são necessárias três atitudes: 1º: economizar, 2º: poupar e 3º: investir. A primeira é bem familiar, porque não sou de gastar e tenho até minhas DPC (depressão pós compra) de vez em quando. A segunda atitude venho trabalhando cada vez mais, mas ainda não encontrei o equilíbrio entre saber o que poupar e investir na minha felicidade e conforto, espero chegar lá em breve. E por fim investir, que era o que estava faltando na minha vida. Agora não mais.

Se a vida financeira caminhou bem, a universitária também. Por mais dois semestres, consegui atingir o objetivo de não pegar dependências e até de passar sem as temidas provas finais. Uma pequena preocupação na P4 com Física III, mas superada no fim do semestre. Pude curtir as férias trabalhando muito para compensar o tempo perdido..

Como dito anteriormente, o desapego foi bem praticado. Doei roupas e móveis, destralhei minha casa, mas na segunda mudança percebi que ainda não foi o suficiente. Meta cumprida, mas que continuará fazendo parte das projeções para os próximos anos. Teve destralhamento, inclusive, no Facebook (sim, deletei pessoas com quem não me relaciono na vida real) e no Feedly, pois percebi que meus interesses andaram mudando nos últimos tempos.

Infelizmente, a única não cumprida foi a viagem em família. Não consegui planejar um passeio bacana, que pudesse agradar papai, mamãe e filha. As férias foram desencontradas e o projeto “independência” teve prioridade. Vai continuar valendo para o próximo ano.

O que fica para 2016:

  • Continuar o projeto “Independência Financeira”.
  • Concluir P5 (uhul.. meio engenheira!) e P6 sem dependências, melhor ainda se for sem as temidas NP3.
  • Planejar uma viagem em família (porque de novo as férias vão se desencontrar e talvez não aconteça este ano).
  • Concluir a mudança para o novo apartamento, que ainda tem caixas fechadas, roupas espalhadas e móveis faltando. Organizar a casa vai ser um tarefa prazerosa.
  • Ler um livro por mês e fazer a resenha deles no blog (rá, essa eu pago para ver!).

A ideia também é fazer uma lista de metas “não-publicáveis”, sonhos que são melhor alcançados quando bem definidos e bem guardados. Como diz o poeta:

Guarda tua felicidade.
Não corra por aí espalhando a novidade.
Fique quietinho, sorria em silêncio.
Felicidade sem platéia dura mais…

Caio Fernando Abreu

Agora chega de escrever, porque não vou tirar o atraso do blog em apenas um post.

Feliz 2016, caros leitores!

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