Reflexão da vida

Conversa com a filha:

Filha: Mãe, a fulana me convidou para a festa dela. Posso ir?
Eu: Quem é a fulana?
Filha: É aquela (…). Lembra?
Eu: Mais ou menos. Onde vai ser a festa?
Filha: (Endereço).
Eu: Como vai ser a festa? Almoço? Até que horas? Quem vai te levar? Tem que levar alguma coisa? Precisa combinar com a sua tia (…).

E foi através desta conversa que constatei algo que já havia me chamado a atenção um pouco mais cedo: nós, adultos, temos uma tendência a complicar as coisas. O que não é novidade para ninguém.

Na cabeça da minha filha é uma festa e ponto. Ela compra o presente e vai. Na minha é a preocupação com o lugar, com as pessoas que estarão lá, em saber a hora que começa e quando termina, entre uma infinidade de outras coisas. Me senti uma legítima mãe.

Outra situação me alertou para isso. Existe uma imagem circulou pelo Linkedin que é um pastel ao lado de um organograma. Sabemos que melhorar processo para obter melhores resultados é muito importante. Mas até que ponto burocratizar uma rotina simples traz bons resultados? Até que ponto vale criar um novo controle para o produto da sua empresa pensando que no futuro ele pode ser importante?

Seja na vida profissional ou na pessoal, temos sempre que fazer uma análise das nossas atitudes, verificando se os resultados estão sendo atingidos e o que pode ser feito para melhorar. A frequência pode variar, mas é importante passar por esse processo. Obviamente, é necessário que cada um saiba o que quer para analisar como chegar lá. Mas o fim nem sempre justifica os meios.

Uma regra geral para programadores e que sou totalmente a favor diz que quando um problema está complicado, há duas explicações: ou você não entendeu muito bem, ou a solução proposta está errada. Geralmente é a soma das duas, uma vez que a probabilidade de acertar na solução sem entender o problema é mínima.

E o que isso tem a ver com a conversa inicial com a minha filha?

Com a vida corrida dos últimos anos, muita coisa eu deixei de lado, seja nos cuidados com a família ou comigo mesma, seja na relação com meus amigos. Fiquei extremamente balançada quando uma conhecida perguntou a mim e a uma amiga quanto tempo não nos víamos. A resposta foi alguns meses, mesmo ela morando a um quarteirão de mim (pois é!). A desculpa é sempre a falta de tempo. Mas com o que eu ando gastando meu tempo?

A análise prévia é de que estou fazendo a coisa certa, mas fazendo as coisas de maneira errada. Parece complicado, né? Só parece. Essa é uma frase que li no livro “O Jeito Macintosh”, que em breve espero finalizar e fazer a resenha. A frase original é “fazer a coisa certa e fazer as coisas da maneira certa”. À primeira vista parece ser a mesma coisa, mas não é. Vou discutir isso um pouco mais na resenha (que deveria ter saído antes das minhas férias acabarem, mas o semestre já começou fervendo).

Para atingir alguns resultados, dei prioridades a coisas que não deveria e releguei a segundo plano o que seria mais importante. Seja na área financeira ou na emocional, tem muita coisa que estou deixando para depois, pensando que não é o momento certo.

O resultado disso é que não estou feliz. Então está errado. Se a vida é para ser vivida, o que estou esperando? Fazer um esforço para economizar, cortando o que não é essencial, não quer dizer que não possa, uma vez por semana, convidar um amigo e beber um vinho em casa, fazer uma comidinha simples e gostosa (nesse frio, sou adepta dos caldos). Por que não pegar a bicicleta nova que o marido me deu e fazer um passeio semanal, ir até aquele lugar no mapa que eu quero tanto conhecer? Por que não começar a academia agora, mesmo não sendo fã, para aproveitar o horário flexível, enquanto não consigo ajustar minha agenda e fazer o Pilates que tanto desejo?

São perguntas que ando me fazendo que talvez sejam o caminho para resolver uma série de problemas que estão me incomodando, mas que deixo para depois, pois nunca sei qual a melhor solução. Chegou a hora de aplicar na minha vida pessoal as técnicas de gerenciamento que venho aprendendo ao longo dos anos no trabalho. E o mais importante: documentar. Aquilo que está escrito não pode ser negado. E acredito que uma vez no papel, passará a ser uma missão. E missão dada é missão cumprida. Talvez por isso até hoje eu não tenha cumprido a promessa que faço todo ano de escrever as metas, e que seja papel de verdade, para dar a sensação de um contrato assinado.

A intenção é descomplicar aquilo que a mente insiste em complicar. Parar de arrumar desculpas para não fazer certas coisas porque estou cansada de tanto trabalhar e estudar. Dá sim para me divertir, fazer algo que goste, sem ter que gastar muito ou tomar tempo demais. É saber aproveitar o preparo de um alimento muito mais do que comer, de apreciar uma fatia de bolo sem ter que me preocupar com calorias. É reservar uma ou duas horas da semana e fazer um passeio, a pé ou de bicicleta. É ver gente, conversar, discutir boas ideias. Curtir os momentos em família, enquanto descanso de uma semana estressante, aproveitando para cuidar de quem é especial. Dá para fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, sabendo extrair o melhor de tudo.

Preciso parar de ser workaholic e me apreciar mais no espelho. E eliminar de vez a procrastinação, minha até então acompanhante indesejada.

Reflexões para o fim de 2016

É curioso como às vezes, num estalo, encontramos as justificativas para os comportamentos que temos. Hoje me dei conta do motivo de estar escrevendo tão pouco no blog. De repente ficou tão claro, que fica difícil negar.

Ando tão cansada de discussões sem sentido, de “dar murro em ponta de faca”, de tentar explicar para as pessoas que o que é certo é certo, mesmo que ninguém esteja vendo, de tentar fazer as pessoas um pouco mais esclarecidas.

Há um problema recorrente na cidade onde moro, que também acontece em grandes cidades, mas por motivos distintos. Temos umas das melhores escolas públicas do estado e a corrida por vagas é enorme e muito complicada, ao ponto de haver necessidade de interferência policial. Este ano foi a vez de um conhecido buscar vaga para o filho. Dentre tantos absurdos ouvidos, fica difícil defender qualquer uma das partes. Mas vamos lá.

Minha filha estuda nesta escola. Antes, ela frequentava uma pré-escola particular. No ato da matrícula, eu e meu marido questionamos se não estaríamos “tirando” a vaga de outra criança, pelo fato de outros pais terem reclamado que havia um favorecimento pelo fato dela ter estudado na tal pré-escola. Afinal, se não conseguíssemos vaga ali, havia ainda uma segunda opção pública, ou partiríamos para as escolas privadas. A responsável, muito consciente da nossa preocupação, buscou sobre sua mesa um papel que listava os critérios para preenchimento das vagas. Minha filha, lembro-me muito bem, se encaixava perfeitamente nos três primeiros critérios. A pessoa que nos atendeu, então, disse que, se tivéssemos condições de pagar uma escola particular, que seria bom para outros que não tinham, pois abriria mais uma vaga, já que a da minha filha estava garantida. Não era o nosso caso. Ela foi para a escola pública.

Porém, entra ano, sai ano, o que vemos são pais excessivamente obcecados por terem seus filhos matriculados na mesma escola, seja porque é a melhor dentre as públicas, ou porque os outros coleguinhas também vão para lá. O fato é que muitos não medem esforços para tentar se encaixar no critério, seja buscando o famoso “QI”, tão comum em cidades pequenas, ou até mesmo mentindo o endereço residencial. E fazem isso porque acham que estão sendo passados para trás. Afinal, se eles não fizerem, outros farão. Em contrapartida, não descarto a ideia do favorecimento, seja de um parente, um vizinho, ou uma “ordem superior” para conceder uma vaga para alguém que talvez não se encaixe tão bem nos critérios.

E a minha indignação não para aí. Por mais que tente, não é possível fazer com que essas pessoas entendam que se outros erram ou tentam burlar o sistema, isto não lhes dá o direito de agirem da mesma forma. Todo mundo é correto até que seu desejo esteja em risco, ainda mais se forem relacionados a seus filhos.

A ideia deste post era, inicialmente, falar sobre certo e errado. Já havia até começado a pensar nas palavras e frases de efeito que usaria. Até me desanimar, porque nada do que for escrito aqui fará a cabeça dessas pessoas mudarem. Meu objetivo não é julgar ninguém, apenas mostrar minha descrença no ser humano.

Somos egoístas, egocêntricos e narcisistas. A sociedade nos obriga a ocultar tais comportamentos, mas há momentos em que fica evidente nosso fracasso nessa tarefa. Basta mexer em nosso ponto fraco. Redes sociais só ampliam nossa incapacidade, queremos sempre mostrar que a nossa casa é a melhor, nossos amigos os mais legais, que fizemos a viagem mais divertida. Queremos, sim, o melhor para nossos filhos, mas pouco nos importamos com a necessidade alheia.

E é desse mimimi que estou cansada. Cansei das redes sociais, cansei das discussões. Ando dando uma boiada para sair delas..

Pegando o gancho, já que provavelmente este será o último artigo do ano e que estou lendo “A Estratégia do Oceano Azul” (W. Chan Kin, Renée Mauborgne), fica aqui a proposta dos autores para se atingir o Oceano Azul na vida: “eliminar, reduzir, elevar, criar”. Espero que no próximo ano eu consiga eliminar estas discussões sem fundamento, reduzir o número de palpites errados na minha vida, elevar o nível das discussões e criar bons momentos para reflexão de assuntos que valham a pena. E desejo, do fundo do meu coração, que as pessoas sejam menos obtusas e pensem mais no próximo.

Sobre o que não entendo: moda

Como toda e qualquer pessoa que se mete a escrever, gosto de dar meu pitaco em coisas que pouco ou nada entendo. Este espaço existe para eu dar a minha opinião, seja do que for, seja qual for.

O assunto de hoje eu não entendo, mas faz parte do meu mundo feminino: moda. Portanto, se você não se interessa por esse universo, talvez este artigo não faça nenhum sentido.

Existe um divisor de águas na minha relação com a moda que chama-se “O Diabo Veste Prada”, o livro (sempre!). Antes dele, eu tinha uma noção de moda do tipo: o que todo mundo usa está na moda, o que você encontra nas lojas está na moda, então não me resta outra solução senão seguir a moda.

Depois de ler o livro (e posteriormente ver o filme), percebi que existe uma diferença muito grande entre quem dita a moda e quem faz a moda acontecer. Um exemplo clássico é o sermão que a Miranda Priestly dá em Andrea Sachs durante a entrevista de emprego, ao criticar o suéter usado pela candidata, deixando claro que para chegar ao tom certo de cor para uma coleção há um estudo criterioso que é deturpado pela massificação da indústria de bens de consumo.

Vergonha alheia: nem eu teria coragem de ir a uma entrevista de emprego assim
Vergonha alheia: nem eu teria coragem de ir a uma entrevista de emprego vestida assim

E aí é que você começa a entender que toda aquela produção exibida nas passarelas tem que ser abstraída para tornar-se “usável”. Dificilmente você verá alguém vestindo-se como as modelos. Entendo que da mesma forma que existem profissionais que criam estes moldes, os estilistas, também existem aqueles que são capazes de absorver a essência proposta pelos primeiros e transformar em produtos “da vida real”. Nem sei se esse profissional tem um nome específico, mas aprendi a reconhecer o valor dele na minha vida.

Efeito bumerangue

Hoje me deparei com este artigo do Super Vaidosa, blog da Camila Coelho, em resumo, famosa por seus tutoriais de maquiagem, que vem fazendo muito sucesso no mundo da moda também. O que me chamou a atenção é que atualmente pouco novidade está sendo criada, em sua maioria a moda está sendo reciclada, ou sendo “reinventada”.

Quem tem mais de vinte anos é capaz de reconhecer nas peças utilizadas atualmente uma apologia às que foram moda nas décadas anteriores. Tivemos os anos 70 representados pelas estampas étnicas, os tops cropped (blusinhas curtas que acabam logo acima do umbigo) e sua parceira cintura alta (calças e shorts que alcançam a cintura alta, um pouco acima do umbigo – essa eu curto!), a calça flare (mais conhecida como boca de sino), sem contar os macacões. Você certamente tem uma peça dessa no seu guarda-roupa com menos de dois anos.

Já os anos 80 são famosos pelas cores vibrantes (hoje muito classificam como “moda Restart”, aquela banda de meninos que vestiam-se exageradamente), muito neon e cabelos ao vento. Os maxi-acessórios, como colares, pulseiras e óculos, retomam a moda desse período. Vai dizer que você nunca desejou aqueles óculos espelhados?

Recentemente li por aí que é a vez da moda dos anos 90. Apesar de eu não saber muito bem qual é a moda dos anos 90, porque o que eu vi nesse período foi a falta de roupa, algumas peças destacam-se. Famosas, como Rihana e Katy Perry, andaram desfilando com gargantilhas tipo “coleira”. Elas podem ser do tipo elegante e glamouroso, com pedras e metais nobres, até mesmo aquelas que imitam tatuagem (como alguém foi capaz de inventar um trem tão feio?). Outra moda da época é o total jeans, ou seja, usar tanto a peça de baixo quanto e de cima em jeans (camisas, saias, jaquetas, entre outras). E para fechar os exemplos, os coturnos (meu Deus! Existe algo pior do que as coleiras!). Resumo da ópera: foi tarde e estão querendo ressuscitar a tragédia.

Sen-hor!
Sen-hor!

Se analisarmos os anos 2000 e a nossa década, não vamos encontrar uma moda específica. Ninguém mais cria algo novo. Tudo é copiado, reestilizado e aproveitado. Mas nenhuma novidade é apresentada. Se a bola da vez são as oversized denim jacket, em outras palavras, jaquetas em tamanho maior, logo menos elas serão esquecidas e um outro estilo será resgatado e transformado. Me sinto entrando no túnel do tempo e voltando ao circo dos horrores da minha adolescência (quanto drama! Até parece que eu sofri amargamente).

Não sou capaz de analisar se isto é tipo “a moda da vez”, ficar relembrando o que já foi, ou se é por pura falta de inspiração mesmo. Só espero que essa vibe passe rápido, porque se tem uma coisa que aprendi com a diva Miranda Priestly, é que a moda da rua é fortemente inspirada pelas passarelas, mas nem sempre da melhor forma.

O bom gosto agradece!

Post da diferentona

Olá blog, quanto tempo!

Cá estou eu, em pleno feriado, acordada antes do meio dia (sim, este texto começa a ser escrito cedo, mas só será publicado à tarde), devidamente alimentada com um cappuccino caseiro e um pão na chapa caprichado. Sem nada para fazer, além de esperar pelo almoço, lembrei que tenho esse espaço e que está abandonado. Me deu vontade de escrever.

Com um turbilhão de informações querendo invadir a minha cabeça, fica difícil escolher um tema para dissertar, principalmente porque não estou tendo muito tempo para pesquisar. As últimas semanas foram agitadas, seja na minha vida ou na política brasileira. Como de política eu não entendo muito nada, nem vou me arriscar a dar palpite. Vou falar da minha vida, que é o que eu sei mais (será?).

Pegando onda na modinha do Facebook de classificar as pessoas como “diferentona” (ok, a moda já passou, mas a ideia ficou na minha cabeça), resolvi fazer uma lista de motivos pelo qual eu me veja como uma “diferentona”. E já vou logo avisando, em nenhum dos casos eu me sinto errada, ou discriminada. Acredito que a aceitação faz parte do crescimento e reconhecer os erros e procurar melhorar faz parte da experiência que conquistamos com a idade (ok, me senti uma anciã agora).

Discussões em família

Sabe aquele momento durante as refeições, com toda família reunida, que um assunto surge e todos querem dar sua opinião? Aqui em casa não é diferente. Fazemos questão de tomar nossas refeições juntos, todos reunidos à mesa, como uma forma de aproveitar o pouco tempo livre que temos. Nessas horas, todo tipo de discussão aparece. Mas o mais comum é falarmos sobre problemas matemáticos. Sim, por incrível que pareça, sempre aparece um desafio interessante que queremos que nossa filha aprenda.

No última terça-feira, ela participou de uma gincana do PIC (Programa de Iniciação Científica da OBMEP), vaga conquistada por ter recebido medalha de bronze na OBMEP 2015 (Olimpíada Brasileira da Matemática das Escolas Públicas). Quanto orgulho dessa pequena, gente! Obviamente que o assunto do almoço do dia seguinte foi uma das questões da gincana. Discutimos, além da resposta, métodos de resolução, tempo para obter a resposta, nível de complexidade, entre outras coisas. Tudo com a participação ativa da filhota.

Assuntos como esse são comuns no nosso dia-a-dia, acreditamos que trazendo desafios interessantes para casa, podemos despertar a curiosidade e fazer com que nossa filha procure aprender de uma forma mais divertida, do que somente com os métodos aplicados em sala de aula.

Presentes

Ana Carolina canta que “toda mulher gosta de rosas“, certo? Errado! Da mesma forma que nem toda mulher gosta de chocolate, de esportes radicais, de vinho, de encontros em família. Ou seja, se você quer agradar alguém, primeiro descubra do que a pessoa gosta.

No meu caso, acho um desperdício presentear com rosas, prefiro as flores plantadas, já que podem durar mais. Preferencialmente aquelas que não precisam de muitos cuidados e que sobrevivam a grandes períodos sem água, porque sou daquelas que se esquece.

Na dúvida, me dê um livro!

Trânsito

Pense na seguinte situação: você chegou de viagem e já é mais de meia noite, não tem mais ninguém na rua, você vai fazer o contorno na esquina e:

a) Olha atentamente para os lados e sinaliza que vai fazer o conversão
b) Pisca o farol diversas vezes, buzina e faz gestos com a mão para certificar-se que todos entenderam o que você vai fazer
c) Entra de qualquer jeito e quem quiser que olhe atentamente, porque não é obrigado e chegar de madrugada e aguentar pedestre irresponsável

Eu sou daquelas que tenta fazer o certo, mesmo que ninguém esteja olhando. Isso incluir usar aquela ferramenta fantástica, um primor de inovação, chamado SETA, que temos a sorte de vir de série em todos os carros, mas que nem todo mundo sabe disso, mesmo sabendo que pode não haver ninguém por perto. Por que sou assim? Para não ser traída pelo esquecimento.

Sabe quando a sua mãe dizia: “pare e pense antes de falar ou agir”? Eu meio que levo ao pé da letra. Isso vale para quando estou de carro, de bicicleta ou a pé. Uso sempre a faixa de pedestre, atravesso somente no sinal verde, ando apenas em ruas que sejam “de mão”. Quando estou na versão “motorista”, procuro dar passagem sempre que possível, não faço “balões” e não estaciono na contra-mão. Isso me traz segurança, tenho sempre a certeza de que não estarei cometendo nenhuma infração e muito menos correndo riscos desnecessários. É um motivo a menos de preocupação.

Infelizmente nem todo mundo pensa assim e acaba expondo pessoas a situações de risco desnecessárias. Eu espero que um dia todos se conscientizem e passem a respeitar a lei, que nem sempre é feita para prejudicar.

Feriado

Ahh.. esse é um assunto polêmico e foi o que me motivou a escrever. Enquanto uns amam finais de semana e feriados e aguardam ansiosamente esses períodos, confesso que não sou muito fã. Por que? Simplesmente porque nesses dias me sinto uma inútil. Primeiro quero deixar claro que amo tudo que faço, desde o meu trabalho até os estudos. Acho importante termos um dia para descansar, já que a semana é exaustiva. Os finais de semana me salvam, uma vez que meus dias úteis são bem puxados e eu chego na quinta-feira desejando um dia para acordar tarde e não ter nada para fazer. Mas como esses dias são raros, acabo me acostumando ao ritmo forte e quando aparecem fico totalmente perdida.

Feriados são ótimos para viajar, para visitar a família, colocar pendências em dia. Mas não precisa ter um, dois, às vezes até três feriado no mesmo mês, né? Ainda mais se for um feriado “com ponte” (onde moro é comum as empresas “emendarem” o feriado da quinta com a sexta-feira e compensarem em outra data, ou mesmo aumentando a jornada diária de trabalho). No meu caso, como não vou fazer nenhuma das opções acima, resta me lamentar por não ter tempo de terminar uma rotina no trabalho que deverá estar funcionando na segunda-feira.

Enquanto o marido tem a opção de trabalhar quando quer (como neste exato momento, numa bela tarde de feriado, ou até mesmo nas madrugadas), eu tenho que me contentar e aproveitar para estudar. No fim das contas, não é um dia perdido, mas o sentimento de perda de tempo é inevitável.

Na contramão dos que sofrem da “síndrome do fim de domingo” (se você não sabe do que estou falando, leia este artigo), eu aguardo ansiosamente a segunda-feira para retomar minhas atividades, nem sempre descansada como gostaria, mas com as energias renovadas e cheia de disposição para completar minhas tarefas.

Existem muitas outras situações em que me vejo como “a diferentona”, mas uma centena de outras em que sou a média, ajo como a maioria. No final das contas, o que importa é respeitar as diferenças e conviver em harmonia.

Cada um é do jeito que quer ser e eu não sou obrigada a gostar de nada, mas sou obrigada a respeitar. Em uma recente discussão sobre uma reportagem que classifica a esposa do vice-presidente Michel Temer como “bela, recatada e do lar”, dei a seguinte opinião:

Cada um pode ser o que quiser e eu posso gostar ou não do que o outro é. A questão é saber respeitar a decisão do outro. Se uma mulher quer ser “do lar” e a outra “vulgar”, o problema é dela. Se eu gosto da mulher “do lar” ou da “vulgar”, o problema é meu. E cada um com seus problemas.

A mesma coisa vale para quem gosta de rosas, de feriados, que discute a vida alheia ou a novela durante o jantar, que prefere ouvir música sertaneja ou funk. A regra só não vale se a pessoa infringe uma lei de trânsito ou desrespeita a lei do silêncio ouvindo músicas altas.

Você pode SER o que quiser, mas não pode FAZER tudo que quiser.

Pode vir, 2016. Te quero muito!

E 2015 já se foi. Tarde, na minha opinião. Foi um ano difícil em diversos sentidos, mas superado sem deixar sequelas.

Com tantas notícias sobre o pífio resultado da economia, grandes escândalos na política, fica difícil acreditar que um novo ano seja melhor do que o anterior. E aparentemente as expectativas não são agradáveis.

A crise demorou para chegar onde moro, sente-se apenas nas idas ao comércio, no mercado imobiliário ou nas rodas de amigos que contam casos de empresas que não andam bem das pernas. Raramente ouve-se a frase “perdi meu emprego, a empresa justificou a demissão como efeito da crise”. Mas percebo que isto não acontece em outras regiões do país.

Tenho amigos desempregados, muitos deles só tenho contato via redes sociais. São colegas de infância ou que estudaram comigo e optaram pelos grandes pólos industriais. São Paulo, São José dos Campos, Campinas e Ribeirão Preto sempre foram os destinos mais escolhidos por eles. E as notícias que recebemos nem sempre são animadoras.

Bate um sentimento de preocupação forte, estamos não tão distantes destes lugares. E como a economia é uma bola de neve, muito em breve podemos ser fortemente atingidos. Ruim para quem está fazendo planos, estudando e se preparando para um futuro melhor.

Mas nem todos perdem na crise. E é nessa afirmativa que me agarro e trabalho para poder também entrar nessa seleta lista de vencedores. Foi um ano difícil? Foi. Foi um ano cansativo? Foi. Mas sobrevivi e bem.

2015 foi um ano de mudanças. Duas na verdade. Depois de 13 anos morando no mesmo apartamento, decidimos procurar um novo lugar para morarmos. E foi uma das melhores coisas que nos aconteceu. É impressionante como nos acostumamos a qualquer situação e nos forçamos a acreditar que tudo que passamos é “normal”. De um simples box no banheiro até uma bela vista da varanda do novo apê, muitas coisas me fizeram repensar o que nos levou a ficar tanto tempo no mesmo lugar sem haver evolução, sem mudar para a melhor.

A mudança nos obrigou a fazer uma faxina, jogar fora todo o material acumulado nestes anos, que iam parar em uma gaveta qualquer e lá esquecidos. Só de roupa acabei doando metade do que tinha. E não é brincadeira. Apesar de não tem muitas peças, sempre usava as mesmas. Ou por terem estragado, ou porque não eram do tamanho certo (incluindo peças compradas ou presenteadas em tamanho menor ou muitas vezes maior), ou ainda porque não me agradavam mais. Não sou de seguir moda, portanto nada do que tenho “sai de moda”, Tudo muito básico (exageradamente básico, na visão do marido 😀 ). Já era hora de liberar espaço para o novo guarda-roupa.

E falando em guarda-roupa, até de móveis acabamos nos desfazendo. Da cozinha aos quartos, cadeiras, mesas, guarda-roupas e camas foram doados. É uma sensação agradável poder ajudar alguém que precisa com algo que não te agrada mais, mas que está em bom estado de conservação e pode ajudar muito quem não tem condições de comprar. Tão bom que dá vontade de fazer sempre, mas a conta bancária não deixa.. 😉

Eu disse que foram duas mudanças, porque ficamos poucos meses nesse apartamento. Procurando um lugar mais tranquilo, acabamos nos mudando para um outro no mesmo prédio, mas agora no último andar. A vista continua a mesma, as instalações também, porém é mais tranquilo que o anterior. Agora ninguém mais sai de casa, com um lugar sossegado e internet rápida (adeus Oi, olá fibra óptica!), Netflix rola solta nos finais de semana.

Das resoluções para o ano (que listei aqui), quase todas foram cumpridas. Tirei meu passaporte e quase fui parar em Paris. Mas o Euro a R$4,50 não foi muito convidativo. O marido aproveitou uma viagem a Bordeaux e Amsterdã para esticar até a capital francesa. E eu fiquei aqui em terras tupiniquins só lamentando. Mas nem tanto, porque se a viagem não saiu, foi por conta da segunda resolução para o ano: o projeto “Independência Financeira”.

Acabei não falando mais sobre ele, como prometido. Mas ele começou e está em andamento. Com a economia não muito bem das pernas e com o pouco conhecimento que eu tenho, fica difícil saber em tão pouco tempo se as decisões tomadas são certas. Mas uma coisa é clara: fugir da poupança foi a melhor coisa que fiz. Como já li em diversos blogs que acompanho (que pretendo listá-los em um artigo em breve), para obter-se sucesso são necessárias três atitudes: 1º: economizar, 2º: poupar e 3º: investir. A primeira é bem familiar, porque não sou de gastar e tenho até minhas DPC (depressão pós compra) de vez em quando. A segunda atitude venho trabalhando cada vez mais, mas ainda não encontrei o equilíbrio entre saber o que poupar e investir na minha felicidade e conforto, espero chegar lá em breve. E por fim investir, que era o que estava faltando na minha vida. Agora não mais.

Se a vida financeira caminhou bem, a universitária também. Por mais dois semestres, consegui atingir o objetivo de não pegar dependências e até de passar sem as temidas provas finais. Uma pequena preocupação na P4 com Física III, mas superada no fim do semestre. Pude curtir as férias trabalhando muito para compensar o tempo perdido..

Como dito anteriormente, o desapego foi bem praticado. Doei roupas e móveis, destralhei minha casa, mas na segunda mudança percebi que ainda não foi o suficiente. Meta cumprida, mas que continuará fazendo parte das projeções para os próximos anos. Teve destralhamento, inclusive, no Facebook (sim, deletei pessoas com quem não me relaciono na vida real) e no Feedly, pois percebi que meus interesses andaram mudando nos últimos tempos.

Infelizmente, a única não cumprida foi a viagem em família. Não consegui planejar um passeio bacana, que pudesse agradar papai, mamãe e filha. As férias foram desencontradas e o projeto “independência” teve prioridade. Vai continuar valendo para o próximo ano.

O que fica para 2016:

  • Continuar o projeto “Independência Financeira”.
  • Concluir P5 (uhul.. meio engenheira!) e P6 sem dependências, melhor ainda se for sem as temidas NP3.
  • Planejar uma viagem em família (porque de novo as férias vão se desencontrar e talvez não aconteça este ano).
  • Concluir a mudança para o novo apartamento, que ainda tem caixas fechadas, roupas espalhadas e móveis faltando. Organizar a casa vai ser um tarefa prazerosa.
  • Ler um livro por mês e fazer a resenha deles no blog (rá, essa eu pago para ver!).

A ideia também é fazer uma lista de metas “não-publicáveis”, sonhos que são melhor alcançados quando bem definidos e bem guardados. Como diz o poeta:

Guarda tua felicidade.
Não corra por aí espalhando a novidade.
Fique quietinho, sorria em silêncio.
Felicidade sem platéia dura mais…

Caio Fernando Abreu

Agora chega de escrever, porque não vou tirar o atraso do blog em apenas um post.

Feliz 2016, caros leitores!

Metas para 2015

♪♫ “Luz na passarela, que lá vem ele.” ♪♫

Ops… não.

Hora de fazer uma análise do que se foi e estipular as metas para os dias vindouros.

Fonte: http://webneel.com/
Fonte: http://webneel.com/

E o que dizer de 2014? Corrido como sempre, mas com um gostinho de missão cumprida. Ou pelo menos das coisas começando a entrar nos trilhos.

A vida profissional foi bem e a expectativa é de bons retornos no próximo ano. A acadêmica não ficou atrás, dois períodos se passaram sem a necessidade de muito esforço. Claro, um trabalhinho deu, mas bem menos que o esperado.

Já o lado pessoal necessita de mais atenção, admito. Preciso cuidar mais de mim e da família, dedicar mais tempo a eles, o que é bem complicado, considerando a trinca trabalho x casa x estudo.

E o aprendizado não fica só no âmbito acadêmico, estou estudando muito sobre aplicações financeiras e um dos objetivos para 2015 é começar a investir em aplicações com bons rendimentos. Uma das metas é essa: independência financeira. Obviamente não é um objetivo a curto prazo, mas que deve ser colocado em prática o quanto antes, já que  estou um tanto quanto atrasada.

E o blog? Vai continuar nesse ritmo mesmo, quando der, passo por aqui para contar as novidades ou deixar anotado algo importante. Confesso que andei meio desanimada e me sentido bem perdida. Acho que ele não tem muita identidade, nenhum foco específico. Acaba sendo bem a minha realidade, mas nem por isso me deixa satisfeita.

Então, chega de lenga-lenga e vamos aos números:

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O que teve em 2014:

1. Início da graduação em Engenharia de Telecomunicações. Alguns anos atrasada, mas estamos aí. Comecei a trabalhar por esse sonho em 2013, mas foi somente este ano que se concretizou. Muitos me perguntam o porquê dessa “loucura”, uma vez que já sou analista de sistemas. Gente, realização pessoal acima de tudo, o prazer de trabalhar com aquilo que gosta. Meu objetivo é unificar um pouco dos dois mundos, o conhecimento de alto nível com o do baixo nível. Seria meu mundo perfeito. Já expliquei boa parte disso neste post.

2. Chefe de licença. Parece bobeira, mas numa área onde trabalha você e o seu chefe, se ele se afasta o mundo cai todo em cima de você e por mais que você ache que esteja preparado, nunca vai estar. Minha sorte foi contar com um novo parceiro super gente fina e que me ajudou bastante. A chefe tirou licença maternidade, mas já volta no comecinho de 2015. Contando os dias e sorriso só aumentando! 😛

3. Vovó nos deixou. Pois é, minha Bonequinha de Louça foi se encontrar com “Bujão Peneira” (apelido carinhoso que demos ao nosso avô João Pereira, que não era nem um pouco gordo). Não nos pegou de surpresa, pois acompanhamos as recaídas que a deixavam mais debilitada com o passar do tempo, mas não deixa de ser dolorido. Faz apenas três meses e as lembranças ainda me deixam com o coração apertado. João e Maria estão novamente juntos. 😥

Teve marido indo para o exterior, teve premiação de produto mais inovador no projeto em que ele trabalhou (orgulho desse marido, gente!), teve muito calor no verão e muito frio no inverno. Teve mais cuidado com a pele, porque ela estava precisando! Teve MRI Day! Isso mesmo, a lá House, passei por uma ressonância na mão para identificar uma dor crônica, que não é nem de longe glamourosa como na série e eu chorei de dor na hora por ter que ficar numa posição desconfortável. Sem repetecos, eu espero. E teve muito trabalho! Afinal, foi preciso aproveitar a dispensa em uma disciplina para conseguir fazer umas horinhas a mais no trabalho. Teve muito controle do orçamento doméstico, parte da resolução da tal da independência financeira. E teve muito livro, não sei como!! hahahaa

Não teve viagem esse ano, só para as cidades vizinhas. Não teve DP (dependências) e nem provas finais. Não teve gordice, porque as amigas pretas ou foram embora para suas respectivas cidades, ou ficaram sem tempo mesmo para encontrinhos mais frequentes. Saudade das minhas queridas pretinhas do core! Mas teve intoxicação alimentar das brabas, que já dura uns 10 dias. Mas está melhorando aos poucos.

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Metas para 2015:

1. Tirar passaporte (que já está encaminhadinho). Andam surgindo oportunidades que não quero mais perder!

2. Iniciar o projeto “Independência Financeira”. E junto com ele, compartilhar um pouco com vocês das minhas experiências. Digamos que ele já venha sendo desenhado há alguns anos, mas com a venda de um terreno que possuíamos, a coisa começou a ter mais forma e ficou mais divertida. Em época de incertezas, a preocupação com o futuro cresce e a necessidade de buscar novos conhecimentos também. As metas são modestas, por enquanto, mas a pretensão passa longe disso.

3. Passar em todos os períodos sem NP3 (provas finais). Portanto, DP’s estão fora de cogitação! Com a volta da chefe, não tenho mais desculpas para longas jornadas de trabalho e posso voltar a me dedicar um pouco mais aos estudos.

4. Viajar em família. Tem certas horas que a vida pede uma pausa e novos caminhos. Dessa vez quero fazer algo diferente e já estou pensando nas possibilidades.

5. Praticar o desapego. Como está na moda se desapegar de coisas que não usamos, tenho separado algumas coisinhas que sempre digo que vou usar, mas nunca saem da embalagem. A decisão é a doação de alguns itens e a venda ou troca de outros. Sabe aquele vestido maravilhoso que você usou na formatura e era tão glamouroso que não dá para usar em outro evento? É um forte candidato!

Para um ano de muito estudo e trabalho, acho que fica bom parar por aqui. Mas para finalizar, fica a meta de não surtar! 😀

2014 foi difícil, mas foi bom. Só que eu quero um 2015 melhor. E espero vocês por aqui novamente!

FELIZ ANO NOVO!

 

O que você quer ser quando crescer?

Tanta coisa acontecendo na minha vida ultimamente, tantas mudanças, novos compromissos, novos desafios. Estou muito feliz por ter tomado decisões que me levaram onde estou agora.

Do que eu estou falando? Simples. Eu havia comentado neste post que eu voltaria para contar as novidades e cá estou eu para isso.

Todos concordamos que os mais velhos merecem respeito, acima de tudo porque são pessoas experientes e que possuem conhecimento de causa, portanto podem opinar sobre diversos assuntos. Porém, para quem é jovem adolescente parece vago. Então, quando você ultrapassa os 30 e vê adolescentes passando pelos mesmos dilemas, tendo as mesmas dúvidas que você, isso torna-se muito claro. É a constatação de que a vida é um ciclo, uma repetição variando em detalhes, mas que só se repete a cada nova geração. Ou seja, se você não aproveitar o seu momento, talvez não tenha uma nova oportunidade.

As chances de você mudar o que ficou para trás são ínfimas. Elas existem, mas não aparecem sozinhas, é preciso fazer acontecer. E quem não corre atrás do prejuízo não sabe a felicidade que é estar “consertando” parte do passado.

Desde muito cedo eu soube o que queria fazer na vida. Primeiro queria ser bancária ( eu adorava fazer continhas e achava que era só isso que eles faziam). Mal sabia que as subtrações é que eram mais importantes (contas e mais contas). Depois de alguns anos eu decidi que a melhor faculdade seria a de matemática, paralelamente ao curso de música que eu também pretendia fazer. Mas, eis que uma situação inusitada na família me fez escolher pela eletrônica, e lá fui eu fazer o curso técnico. Parei por aqui porque estou ficando repetitiva.

Portanto, dúvidas do tipo “vou ser médica ou advogada?” eu nunca tive. Sempre soube que faria algo na área de exatas. Mas exatamente o quê era coisa que só o tempo diria. Depois do curso técnico, que eu adorei, decidi que esta era a minha área. Mas, por questões financeiras, o sonho foi deixado para trás, pelo menos até o ano passado. Mas agora posso considerá-lo apenas um sonho adiado e no caminho de ser realizado.

Nas minhas “andanças” pelos blogs, e já peço desculpas antecipadas por não citar a fonte aqui, pois não anotei e realmente não me lembro onde foi que vi, encontrei este teste vocacional da Revista Veja. Aí, se você me conhece ou acompanha o blog, deve saber que eu adoro programação, é o meu trabalho atual e sou apaixonada pelo que faço. Então para que fazer um teste vocacional? Simples, pura curiosidade. É aquele momento que você procura a constatação de que fez a coisa certa.

Abaixo está o resultado do meu teste. Nada fora do que eu esperava encontrar, está tudo lá: análise de sistemas, engenharia e até mesmo a psicologia, opção ainda não descartada, mas que não tenho como objetivo exercer a profissão, apenas agregar conhecimento (ou não, quem sabe?). Destaquei as que são ou já considerei como carreira.

 

RESULTADO DO SEU TESTE

Temperamento D – Cerebral
Reconhecíveis por sua independência, engenhosidade e talento estratégico, as pessoas deste grupo apresentam intuição, raciocínio lógico e inteligência espacial bem desenvolvidos. Apresentam talentos para a invenção, a criação, a construção, a sistematização e o planejamento.

Carreiras/atividades apropriadas:

Analista de sistemas
• Antropólogo
• Arquiteto
• Astrônomo
• Cientista
• Consultor administrativo
• Criminalista (teórico e prático)
• Designer de automóveis, aviões, máquinas
• Economista
Engenheiro eletrônico
• Engenheiro geneticista
• Engenheiro industrial
• Engenheiro metalurgista
• Engenheiro naval
• Engenheiro químico
• Executivo de negócios
• Físico
• Geneticista
• Matemático
• Metalurgista
• Oceanógrafo
• Professor (ensino universitário)
• Projetista de protótipos
• Químico
• Psicólogo
• Psiquiatra
• Sociólogo
• Urbanista

No começo do texto usei a palavra “adolescente” ao invés de jovem porque eu não me considero uma senhora, muito longe disso. Acho que a ideia de ser jovem vai além da idade pré-estabelecida. Eu com 31 me acho indigna de ser considerada uma senhora. É a vantagem de se encarar a vida de forma leve e ter a certeza de estar traçando um caminho sólido e não ter dúvida de que todas as escolhas foram feitas pensando sempre no meu futuro e no bem-estar da família e dos amigos.

Portanto, não importa a sua idade, 20, 30, 50 ou 70 anos. Se você acredita que pode fazer algo por você mesmo e que isso vai trazer a sensação do “dever cumprido”, corra atrás, dê chances para a oportunidade bater à sua porta. Porque eu estou correndo atrás do tempo perdido e fazendo o que sempre quis. Não há felicidade maior do que ter esta certeza!

Daqui a quatro anos e meio terei “recolocado o trem nos trilhos”. Um período já foi, que venham os próximos até o canudo de engenharia.