Junho combina com… canjica!

Junho, julho, agosto, setembro. O ano todo combina com canjica! Dá para comer no inverno bem quentinha ou no verão geladinha.E se tem uma comida que eu sempre amei e que me traz boas recordações, é essa. Adorava quanto tinha na merenda escolar ou nas festas juninas. Sem contar que era algo que minha avó gostava também, então, quando queria agradá-la, era só fazer.

É uma receita que não tem erro, só combinar milho, leite e açúcar e adicionar ingredientes à gosto. A minha receita foi adaptada de uma que achei na internet (perdoem-me, não lembro onde foi). Adianto que é bem fácil de fazer.

Canjica doce

Ingredientes

  • 1,5 xícara (chá) de milho para canjica (gosto mais do branco)
  • 2 litros de água
  • 500 ml de leite
  • 1 lata de leite condensado (395 g)
  • 1 vidro de leite de coco (200 ml)
  • 1 xícara de amendoim torrado e moído
  • 1 colher (sopa) de canela em pó

Modo de fazer

  1. Deixe o milho de molho em água suficiente para cobrir todo o conteúdo de um dia para o outro. O ideal são 12 horas.
  2. Em uma panela de pressão, acrescente 2 litros de água e o milho sem a água do molho.
  3. Cozinhe por 1 hora.
  4. Retire a pressão e acrescente o leite, o leite condensado, o leite de coco, o amendoim e a canela em pó.
  5. Deixe ferver até engrossar mexendo sempre para não grudar no fundo da panela (de 10 a 30 minutos, dependendo da cremosidade desejada).

Rendimento: 8 porções

No close
No close

PS.: O tempo de pressão pode variar de acordo com o gosto e com o tempo que o milho ficou de molho. Se achar que ficou duro, deixe mais meia hora. Lembrando que ela ainda vai cozinhar com os demais ingredientes. Pode ser necessário acrescentar mais de água.

PPS.: O leite condensado pode ser substituído por açúcar. Já fiz com açúcar diet e deu certo. Substituí o leite condensado por 2 xícaras de açúcar. Acho que com adoçante não deve ficar bom, não, já que além de adoçar o açúcar faz a canjica ficar mais cremosa.

PPPS.: Como falei anteriormente, a base da canjica é milho, leite e açúcar. Os demais ingredientes dão um toque especial, mas não são necessários. Se você não gosta de um deles, é só diminuir a quantidade ou mesmo tirar. Particularmente, eu adoro amendoim, por isso dou uma exagerada. 😀

A canjica pode ser consumida assim que ficar pronta ou ir à geladeira. Para aquecer, acrescente leite a gosto, já que ela vai endurecer um pouco.

E agora dá licença que eu vou ali pegar mais um pouquinho dessa lindeza que ficou deliciosa!

Problema com Windows 10: botão Iniciar não funciona

Minha relação com o Windows 10 começou muito bem. O marido, que foi o primeiro a experimentar, reclamou de alguns problemas no laptop dele, mas eu, particularmente, não tive problema. Achei bonito e elegante, curti mais que o Windows 8.

Quando saí de férias, o PC do trabalho também foi atualizado. Até me surpreendi quando cheguei e estava tudo funcionando. Porém, ontem, ao tentar encerrar o sistema operacional, percebi que não estava funcionando o botão Iniciar. Achei que após reiniciar o problema resolveria. Só que hoje ainda estava com o mesmo problema.

Uso muito o botão direito do mouse sobre os ícones dos programas, Chrome, Terminal Service, enfim, era outra coisa que também não estava funcionando.

Já estava ficando incomodada com isso. Tentei reiniciar mais uma vez para ver se resolvia e nada. Então fui procurar e descobri que o problema é bem conhecido. Li muitos relatos diferentes de pessoas na mesma situação.

Como já faz algum tempo que isso vem acontecendo (alguns comentários eram de janeiro de 2015), muitas soluções foram propostas. Sinceramente, não me animei ao perceber que algumas pessoas só conseguiram resolver fazendo a restauração do sistema. Só de pensar me deu preguiça.

Outras alternativas foram sugeridas, como você pode perceber aqui. Mas as primeiras tentativas não surtiram efeito. Fiz o procedimento através da Power Shell, que me retornou vários erros, como outros já tinham avisado. Esse não funcionou, a princípio. Outra tentativa foi alterar manualmente o registro (também descrito no link acima). Reiniciei diversas vezes o Windows Explorer (sem reiniciar o PC) e nada de resultado.

Já estava desistindo, quando vi o comentário do Bryan Andrade Ribeiro. Aí resolvi testar. E ESSE FUNCIONOU!

Bem, eu acredito que seja este mesmo, porque após terminar o processo, conhecendo bem o Windows, resolvi reiniciar o sistema operacional todo. E lá estava o botão Iniciar de volta!

Abri o prompt de comando (usei como atalho o botão Windows + R para abrir a caixa de execução e digitei “cmd” sem aspas). No prompt, digitei o comando “sfc /scannow, também sem aspas. O Bryan, muito legal, explica direitinho o que esse comando faz:

 Explicação do que foi feito: = “O comando sfc /scannow verificará todos os arquivos protegidos do sistema, substituindo os arquivos corrompidos por uma cópia em cache que está localizada em uma pasta compactada em %WinDir%\System32\dllcache.”

O escaneamento do sistema demorou de 10 a 15 minutos (não lembrei de marcar), foi o tempo de tomar um café. Ao final, ele retornou a mensagem de que foram encontrados arquivos corrompidos e que estes foram substituídos. Reiniciei mais uma vez o sistema operacional e lá estava ele de volta, o botão Iniciar! Os ícones da bandeja do relógio voltaram a funcionar e o botão direito nos aplicativos da barra de ferramentas também.

Portanto, uma dica que dou antes de sair testando todas as opções: REINICIE O PC ENTRE CADA TENTATIVA!

“Loading” em páginas web (ou resposta ao usuário)

Da série “vou postar para não perder”, esse é um daqueles pequenos macetes que quem é webdesigner sabe fazer bem feito, mas quem não é do ramo apanha (meu caso).

Há um certo tempo, houve a necessidade de ajustar um projeto desenvolvido por terceiros, de forma que o usuário fosse notificado de que a requisição de um formulário estava sendo processada, bloqueando múltiplos cliques. Como não havia nenhum tipo de aviso na tela, o usuário, que é usuário, pressionava o botão diversas de vezes, criando vários registros.

Com muito custo eu consegue achar um script que fosse simples e fácil de entender. Repito: não tenho tanta familiaridade com o desenvolvimento web e tampouco domino o Mentaway, framework utilizada por eles. Usei rapidamente em um projeto na faculdade, mas não me aprofundei.

Bom, missão dada é missão cumprida, da forma mais elegante possível. Esse script usa o Ajax e fez direitinho o que eu queria e do jeito que eu estava pensando. Nada mais justo compartilhar com vocês.

#1: criação do script

Você pode adicionar este código na sua biblioteca de scripts, que obviamente esteja referenciada no html, ou então incluí-lo diretamente no código-fonte da página (meio tosco, mas funciona).


// função executada no evendo onclick do botão de envio do form para mostrar aviso de processamento
<script language="JavaScript" type="text/JavaScript">
function loading() {
document.getElementById("progressBackgroundFilter").style.display = "inline"
document.getElementById("processMessage").style.display = "inline"
}
</script>

<!-- Aviso de processamento de registro -->


<div id="progressBackgroundFilter" class="progressBackgroundFilter" style="display:none">
</div>


<center>


<div id="processMessage" class="processMessage" style="display:none">
<span style="font-family:Tahoma;font-size:small">Aguarde...</span>


<img src="style/images/ajax-loader.gif" alt="Loading..." />
</div>


</center>
<!-- Fim aviso de processamento de registro -->

#2: ajustar o botão do formulário

O seu botão deve ficar no formato abaixo.

<!-- Exemplo de botão para o form -->
<input class="art-button" type="submit" name="search" value="Confirmar" onclick="javascript:loading()" />

#3: editar o CSS

Por fim, ajuste seu CSS, incluindo o código a seguir.

// Inserir no css

.processMessage
{
 position: fixed;
 top: 39%;
 left: 41%;
 padding: 10px;
 width: 20%;
 z-index: 1001;
 background-color: #fff;
 border: outset 3px #6389ab;
}
.progressBackgroundFilter
{
 position: fixed;
 top: 0px;
 bottom: 0px;
 left: 0px;
 right: 0px;
 overflow: hidden;
 padding: 0;
 margin: 0;
 background-color: Gray;
 filter: alpha(opacity=60);
 opacity: 0.60;
 z-index: 1000;
}

Mais fácil que isso, só tirando doce de criança, não é? Os ajustes ficam por conta do freguês. Eu não me lembro se cheguei a mexer em alguma parte do CSS, já faz tanto tempo que nem dá para tentar lembrar.

PS: a imagem usada neste exemplo (linha 20 do passo 1) você encontra aqui.

Texto: Oração dos estressados

Quem usa a internet há quase dez anos, vai lembrar-se da febre das apresentações em Power Point. Confesso, meus amigos, que não abria nenhuma, a não ser um caso ou outro que o título me interessava. O texto que compartilho agora tem a sua versão .ppt ou .pps também (extensões dos arquivos gerados pelo programa da Microsoft), mas no email que recebi estava no corpo da mensagem. Aí sim eu leio!

Oração dos Estressados

Por Luís Fernando Veríssimo (autoria não confirmada pela que vos escreve)

Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho…

  • 12% na segunda-feira,
  • 23% na terça-feira,
  • 40% na quarta-feira,
  • 20% na quinta-feira,
  • 5% na sexta-feira.

E… Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém, e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar…

Que assim seja! Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último. Um dia, você acerta!

Fonte: recebido por email.

PS: hoje (quarta-feira, véspera de feriado) pode ser considerado sexta-feira? 😛

 

Defenestração – Dicionário Catadupas #1

Pessoas lindas!

Se tem uma coisa na vida que eu gosto muito é do português. Sim, nosso idioma é lindo, seja na fala ou na escrita. Aprender novas palavras e explorar seu significado, origem e história é muito interessante. Mas nem sempre foi assim. Se você não curte uma historinha, pule os próximos quatro parágrafos.

Uma breve recordação

“A long time ago, in a galaxy far far way”, eu era uma menina rabugenta que odiava estudar Português. Meu amor pela Matemática, confesso, sempre foi maior. Soma-se a isso a incapacidade de alguns professores em despertar o interesse dos alunos pelo conteúdo da sua disciplina. Quem vem da escola pública, como eu, sabe muito bem do que estou falando.

Tudo mudou quando, procurando aprender mais Matemática, fui fazer escola técnica de eletrônica. Parece frase de filme, mas é a pura verdade. Foi quando tive professores que pareciam realmente gostar de ensinar e sabiam do que estavam falando. Situação que poucas vezes encontramos no ensino público. Como já tinha um apreço pela leitura, me senti encorajada até mesmo a discutir literatura com eles. Foi uma experiência única.

E assim comecei a ter outra visão de uma disciplina que acreditava não gostar, mas que no fundo só não entendia. Ao começar a enxergar a lógica existente por trás de cada regra, foi mais fácil entender e aplicar.

Em homenagem ao nosso incompreendido idioma, estou inaugurando a seção “Dicionário Catadupas”. Serão apresentadas algumas palavras desconhecidas, seu significado e, caso possível, a origem e derivadas. Já escrevi anteriormente sobre algumas delas, começando pelo nome do blog (que você pode conferir aqui), sobre o que é a profissão de calceteiro (link aqui) e a palavra mais amada pelos mineiros (curioso? Veja aqui do que estou falando).

Diccionario, no eres
tumba, sepulcro, féretro,
túmulo, mausoleo,
sino preservación,
fuego escondido,
plantación de rubies,
perpetuidad viviente
de la esencia,
granero del idioma.

Pablo Neruda, “Oda al Diccionario”.

Defenestração

A palavra de hoje é: defenestração. Já tem muito tempo ou vi esse termo e nunca mais me esqueci dele. A intenção era, como estou fazendo agora, escrever sobre ela. Mas acabava postergando. Só que ela nunca me abandonou. Curioso, não?

Defenestração. [Do fr., défenestretion.S. f. Ato de atirar alguém ou algo pela janela fora: A defenestração de Praga ocorreu em 1618.

Ou ainda:

Defenestrar. [Lat. defenestrare] V. t. d. 
1. Atirar (algo ou alguém) pela janela.  
2. Fig. Afastar ou expulsar (de cargo, partido, etc.)

Do francês: fenêtre (janela).

Em outros idiomas:

  • Alemão: Fenstersturz
  • Espanhol: Defenestrar
  • Francês: Défenestrer
  • Inglês: To defenestrate
  • Italiano: Defenestrare
  • Latim: Defenestrare

História

Dois fatos históricos ocorridos na capital da República Checa, são conhecidos pela “Defenestração de Praga”. O primeiro, datado de 1419, resultou na morte de sete membro do conselho da cidade, que se recusaram a libertar prisioneiros hussitas. Os homens foram atirados pelas janelas e caíram sobre lanças.

A segunda, e mais famosa, aconteceu em 1618, sendo o estopim da Guerra dos Trinta anos. Revoltados com as proibições impostas a eles, alguns protestantes jogaram pela janela do palácio real de Praga os representantes do sacro imperador romano-germânico Fernando II. Diferentemente do primeiro evento, eles não morreram, mas foram humilhados ao caírem em um fosso cheio de palha e detritos orgânicos.

Atualmente a palavra é mais utilizada com sentido de se livrar de alguém politica ou administrativamente, demitindo-a ou marginalizando-a.

Siglas:

  • Fig – figurado (sentido)
  • fr. – Francês
  • S. f. – Substantivo feminino
  • V. t. d. – Verbo transitivo direto

Fontes:

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975.
  2. FERREIRA, A. B. H. Mini Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. Curitiba: Positivo, 2010.
  3. Wikipedia
  4. Barbosa, E. A Origem das Palavras. Bazar Editoria, 2010.

Sobre o que não entendo: moda

Como toda e qualquer pessoa que se mete a escrever, gosto de dar meu pitaco em coisas que pouco ou nada entendo. Este espaço existe para eu dar a minha opinião, seja do que for, seja qual for.

O assunto de hoje eu não entendo, mas faz parte do meu mundo feminino: moda. Portanto, se você não se interessa por esse universo, talvez este artigo não faça nenhum sentido.

Existe um divisor de águas na minha relação com a moda que chama-se “O Diabo Veste Prada”, o livro (sempre!). Antes dele, eu tinha uma noção de moda do tipo: o que todo mundo usa está na moda, o que você encontra nas lojas está na moda, então não me resta outra solução senão seguir a moda.

Depois de ler o livro (e posteriormente ver o filme), percebi que existe uma diferença muito grande entre quem dita a moda e quem faz a moda acontecer. Um exemplo clássico é o sermão que a Miranda Priestly dá em Andrea Sachs durante a entrevista de emprego, ao criticar o suéter usado pela candidata, deixando claro que para chegar ao tom certo de cor para uma coleção há um estudo criterioso que é deturpado pela massificação da indústria de bens de consumo.

Vergonha alheia: nem eu teria coragem de ir a uma entrevista de emprego assim
Vergonha alheia: nem eu teria coragem de ir a uma entrevista de emprego vestida assim

E aí é que você começa a entender que toda aquela produção exibida nas passarelas tem que ser abstraída para tornar-se “usável”. Dificilmente você verá alguém vestindo-se como as modelos. Entendo que da mesma forma que existem profissionais que criam estes moldes, os estilistas, também existem aqueles que são capazes de absorver a essência proposta pelos primeiros e transformar em produtos “da vida real”. Nem sei se esse profissional tem um nome específico, mas aprendi a reconhecer o valor dele na minha vida.

Efeito bumerangue

Hoje me deparei com este artigo do Super Vaidosa, blog da Camila Coelho, em resumo, famosa por seus tutoriais de maquiagem, que vem fazendo muito sucesso no mundo da moda também. O que me chamou a atenção é que atualmente pouco novidade está sendo criada, em sua maioria a moda está sendo reciclada, ou sendo “reinventada”.

Quem tem mais de vinte anos é capaz de reconhecer nas peças utilizadas atualmente uma apologia às que foram moda nas décadas anteriores. Tivemos os anos 70 representados pelas estampas étnicas, os tops cropped (blusinhas curtas que acabam logo acima do umbigo) e sua parceira cintura alta (calças e shorts que alcançam a cintura alta, um pouco acima do umbigo – essa eu curto!), a calça flare (mais conhecida como boca de sino), sem contar os macacões. Você certamente tem uma peça dessa no seu guarda-roupa com menos de dois anos.

Já os anos 80 são famosos pelas cores vibrantes (hoje muito classificam como “moda Restart”, aquela banda de meninos que vestiam-se exageradamente), muito neon e cabelos ao vento. Os maxi-acessórios, como colares, pulseiras e óculos, retomam a moda desse período. Vai dizer que você nunca desejou aqueles óculos espelhados?

Recentemente li por aí que é a vez da moda dos anos 90. Apesar de eu não saber muito bem qual é a moda dos anos 90, porque o que eu vi nesse período foi a falta de roupa, algumas peças destacam-se. Famosas, como Rihana e Katy Perry, andaram desfilando com gargantilhas tipo “coleira”. Elas podem ser do tipo elegante e glamouroso, com pedras e metais nobres, até mesmo aquelas que imitam tatuagem (como alguém foi capaz de inventar um trem tão feio?). Outra moda da época é o total jeans, ou seja, usar tanto a peça de baixo quanto e de cima em jeans (camisas, saias, jaquetas, entre outras). E para fechar os exemplos, os coturnos (meu Deus! Existe algo pior do que as coleiras!). Resumo da ópera: foi tarde e estão querendo ressuscitar a tragédia.

Sen-hor!
Sen-hor!

Se analisarmos os anos 2000 e a nossa década, não vamos encontrar uma moda específica. Ninguém mais cria algo novo. Tudo é copiado, reestilizado e aproveitado. Mas nenhuma novidade é apresentada. Se a bola da vez são as oversized denim jacket, em outras palavras, jaquetas em tamanho maior, logo menos elas serão esquecidas e um outro estilo será resgatado e transformado. Me sinto entrando no túnel do tempo e voltando ao circo dos horrores da minha adolescência (quanto drama! Até parece que eu sofri amargamente).

Não sou capaz de analisar se isto é tipo “a moda da vez”, ficar relembrando o que já foi, ou se é por pura falta de inspiração mesmo. Só espero que essa vibe passe rápido, porque se tem uma coisa que aprendi com a diva Miranda Priestly, é que a moda da rua é fortemente inspirada pelas passarelas, mas nem sempre da melhor forma.

O bom gosto agradece!

Post da diferentona

Olá blog, quanto tempo!

Cá estou eu, em pleno feriado, acordada antes do meio dia (sim, este texto começa a ser escrito cedo, mas só será publicado à tarde), devidamente alimentada com um cappuccino caseiro e um pão na chapa caprichado. Sem nada para fazer, além de esperar pelo almoço, lembrei que tenho esse espaço e que está abandonado. Me deu vontade de escrever.

Com um turbilhão de informações querendo invadir a minha cabeça, fica difícil escolher um tema para dissertar, principalmente porque não estou tendo muito tempo para pesquisar. As últimas semanas foram agitadas, seja na minha vida ou na política brasileira. Como de política eu não entendo muito nada, nem vou me arriscar a dar palpite. Vou falar da minha vida, que é o que eu sei mais (será?).

Pegando onda na modinha do Facebook de classificar as pessoas como “diferentona” (ok, a moda já passou, mas a ideia ficou na minha cabeça), resolvi fazer uma lista de motivos pelo qual eu me veja como uma “diferentona”. E já vou logo avisando, em nenhum dos casos eu me sinto errada, ou discriminada. Acredito que a aceitação faz parte do crescimento e reconhecer os erros e procurar melhorar faz parte da experiência que conquistamos com a idade (ok, me senti uma anciã agora).

Discussões em família

Sabe aquele momento durante as refeições, com toda família reunida, que um assunto surge e todos querem dar sua opinião? Aqui em casa não é diferente. Fazemos questão de tomar nossas refeições juntos, todos reunidos à mesa, como uma forma de aproveitar o pouco tempo livre que temos. Nessas horas, todo tipo de discussão aparece. Mas o mais comum é falarmos sobre problemas matemáticos. Sim, por incrível que pareça, sempre aparece um desafio interessante que queremos que nossa filha aprenda.

No última terça-feira, ela participou de uma gincana do PIC (Programa de Iniciação Científica da OBMEP), vaga conquistada por ter recebido medalha de bronze na OBMEP 2015 (Olimpíada Brasileira da Matemática das Escolas Públicas). Quanto orgulho dessa pequena, gente! Obviamente que o assunto do almoço do dia seguinte foi uma das questões da gincana. Discutimos, além da resposta, métodos de resolução, tempo para obter a resposta, nível de complexidade, entre outras coisas. Tudo com a participação ativa da filhota.

Assuntos como esse são comuns no nosso dia-a-dia, acreditamos que trazendo desafios interessantes para casa, podemos despertar a curiosidade e fazer com que nossa filha procure aprender de uma forma mais divertida, do que somente com os métodos aplicados em sala de aula.

Presentes

Ana Carolina canta que “toda mulher gosta de rosas“, certo? Errado! Da mesma forma que nem toda mulher gosta de chocolate, de esportes radicais, de vinho, de encontros em família. Ou seja, se você quer agradar alguém, primeiro descubra do que a pessoa gosta.

No meu caso, acho um desperdício presentear com rosas, prefiro as flores plantadas, já que podem durar mais. Preferencialmente aquelas que não precisam de muitos cuidados e que sobrevivam a grandes períodos sem água, porque sou daquelas que se esquece.

Na dúvida, me dê um livro!

Trânsito

Pense na seguinte situação: você chegou de viagem e já é mais de meia noite, não tem mais ninguém na rua, você vai fazer o contorno na esquina e:

a) Olha atentamente para os lados e sinaliza que vai fazer o conversão
b) Pisca o farol diversas vezes, buzina e faz gestos com a mão para certificar-se que todos entenderam o que você vai fazer
c) Entra de qualquer jeito e quem quiser que olhe atentamente, porque não é obrigado e chegar de madrugada e aguentar pedestre irresponsável

Eu sou daquelas que tenta fazer o certo, mesmo que ninguém esteja olhando. Isso incluir usar aquela ferramenta fantástica, um primor de inovação, chamado SETA, que temos a sorte de vir de série em todos os carros, mas que nem todo mundo sabe disso, mesmo sabendo que pode não haver ninguém por perto. Por que sou assim? Para não ser traída pelo esquecimento.

Sabe quando a sua mãe dizia: “pare e pense antes de falar ou agir”? Eu meio que levo ao pé da letra. Isso vale para quando estou de carro, de bicicleta ou a pé. Uso sempre a faixa de pedestre, atravesso somente no sinal verde, ando apenas em ruas que sejam “de mão”. Quando estou na versão “motorista”, procuro dar passagem sempre que possível, não faço “balões” e não estaciono na contra-mão. Isso me traz segurança, tenho sempre a certeza de que não estarei cometendo nenhuma infração e muito menos correndo riscos desnecessários. É um motivo a menos de preocupação.

Infelizmente nem todo mundo pensa assim e acaba expondo pessoas a situações de risco desnecessárias. Eu espero que um dia todos se conscientizem e passem a respeitar a lei, que nem sempre é feita para prejudicar.

Feriado

Ahh.. esse é um assunto polêmico e foi o que me motivou a escrever. Enquanto uns amam finais de semana e feriados e aguardam ansiosamente esses períodos, confesso que não sou muito fã. Por que? Simplesmente porque nesses dias me sinto uma inútil. Primeiro quero deixar claro que amo tudo que faço, desde o meu trabalho até os estudos. Acho importante termos um dia para descansar, já que a semana é exaustiva. Os finais de semana me salvam, uma vez que meus dias úteis são bem puxados e eu chego na quinta-feira desejando um dia para acordar tarde e não ter nada para fazer. Mas como esses dias são raros, acabo me acostumando ao ritmo forte e quando aparecem fico totalmente perdida.

Feriados são ótimos para viajar, para visitar a família, colocar pendências em dia. Mas não precisa ter um, dois, às vezes até três feriado no mesmo mês, né? Ainda mais se for um feriado “com ponte” (onde moro é comum as empresas “emendarem” o feriado da quinta com a sexta-feira e compensarem em outra data, ou mesmo aumentando a jornada diária de trabalho). No meu caso, como não vou fazer nenhuma das opções acima, resta me lamentar por não ter tempo de terminar uma rotina no trabalho que deverá estar funcionando na segunda-feira.

Enquanto o marido tem a opção de trabalhar quando quer (como neste exato momento, numa bela tarde de feriado, ou até mesmo nas madrugadas), eu tenho que me contentar e aproveitar para estudar. No fim das contas, não é um dia perdido, mas o sentimento de perda de tempo é inevitável.

Na contramão dos que sofrem da “síndrome do fim de domingo” (se você não sabe do que estou falando, leia este artigo), eu aguardo ansiosamente a segunda-feira para retomar minhas atividades, nem sempre descansada como gostaria, mas com as energias renovadas e cheia de disposição para completar minhas tarefas.

Existem muitas outras situações em que me vejo como “a diferentona”, mas uma centena de outras em que sou a média, ajo como a maioria. No final das contas, o que importa é respeitar as diferenças e conviver em harmonia.

Cada um é do jeito que quer ser e eu não sou obrigada a gostar de nada, mas sou obrigada a respeitar. Em uma recente discussão sobre uma reportagem que classifica a esposa do vice-presidente Michel Temer como “bela, recatada e do lar”, dei a seguinte opinião:

Cada um pode ser o que quiser e eu posso gostar ou não do que o outro é. A questão é saber respeitar a decisão do outro. Se uma mulher quer ser “do lar” e a outra “vulgar”, o problema é dela. Se eu gosto da mulher “do lar” ou da “vulgar”, o problema é meu. E cada um com seus problemas.

A mesma coisa vale para quem gosta de rosas, de feriados, que discute a vida alheia ou a novela durante o jantar, que prefere ouvir música sertaneja ou funk. A regra só não vale se a pessoa infringe uma lei de trânsito ou desrespeita a lei do silêncio ouvindo músicas altas.

Você pode SER o que quiser, mas não pode FAZER tudo que quiser.