Livros lidos – edição especial

No antigo blog que eu mantinha, a cada virada do ano, fazia parte da retrospectiva a publicação da listagem dos livros lidos no seu decorrer. Como aqui no Catadupas eu ainda não havia publicado nenhuma delas, vou fazer retroativo. Começando por 2009 até 2011. A lista andou meio pobrinha nos últimos anos por causa da faculdade. Minha meta era um livro por mês, o que está bem longe de se cumprir. Mas nunca é tarde para correr atrás do prejuízo. =)

Sem delongas, vamos aos escolhidos!

Lidos em 2009:

1. 1808 – Laurentino Gomes
2. Operação Cavalo de Troia 2 – J. J. Benítez
3. Aventuras do pudim de Natal – Agatha Chistie
4. O Caçador de Andróides – Philip K. Dick (não incluído na lista original por completo esquecimento, mas fiz uma resenha)
5. A Torre Negra 1, o Pistoleiro – Stephen King
6. A Torre Negra 2, A Escolhe dos Três – Stephen King
7. A Torre Negra 3, As Terras Devastadas – Stephen King
8. A Torre Negra 4, Mago e Vidor – Stephen King

Foi um ano muito bom. Começando por 1808 e terminando com metade da coleção A Torre Negra. Stephen King não perdeu a mão nos mais de 20 anos entre o primeiro e o último livro. Ou até o penúltimo.. =P

Da lista acima, só Operação Cavalo de Troia tem uma nota baixa na minha avaliação. A história, que hoje está no nono livro (pasmem!), é boa no primeiro capítulo, do segundo eu não gostei e parei por aí.

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Morre José Saramago

Uma pena. Fiquei chateada. José Saramago está na minha lista de melhores escritores. Se a literatura mundial já carece de bons escritores, agora ela fica um pouco mais orfã. Nós ficamos órfãos.

Saramago é um escritor que consegue me prender. Foi capaz de ver além e nos mostrar o quanto a população está cega, como fazemos de nossas vidas um caos e não percebemos que estamos vivendo em situações precárias.

A escolha da cidade de São Paulo para plano de  fundo da adaptação de Ensaio Sobre a Cegueira é uma prova disso. Vivemos em um mundo louco e achamos tudo normal. O caos está aí, mas somos incapazes de enxergá-lo, de aceitá-lo e o que é pior, não conseguimos mudar.

Conheço pessoas que amam São Paulo simplesmente pelo que é, assim mesmo: trânsito, poluição, gente por todos os lados. Conheço pessoas que odeiam, pelos mesmos motivos. Eu? Não sei se amo ou se odeio, não sei se sou indiferente.

São Paulo por si só poderia ser um país. Tudo se encontra lá. Tudo mesmo. Certeza absoluta. Sob qual preço? Caro, muito caro. Custa não só dinheiro, mas paciência, qualidade de vida. Mas o pior de tudo é que São Paulo vicia, é como uma droga, no começo você se sente mal, não está acostumado a sentir aquelas sensações. Com o passar do tempo você se acostuma e passa a aproveitar o que ela tem de melhor. Quando percebe, já não pode viver sem.

Eu ainda estou na fase de me sentir mal, ainda tenho a sensação de que toda vez vai ser assim e que nunca vou me acostumar. Mas é só uma ilusão. Logo serei mais uma a não enxergar o que muitos já não veem. Se é bom? Acho que não, nada que vicia é bom. Estou bem onde estou, não sei até quando. O que sei é que a qualquer hora posso me render, pode ser logo, pode demorar.

Pena. Vou ser mais uma a achar tudo normal. Não vou mais enxergar como Saramago enxergou o mundo. Mas continuarei admirando suas obras.

PS.: Eu ainda vou conhecer a Ponte Octávio Frias de Oliveira (foto).