Campanha pela liberação geral dos feeds

Você conhece uma pessoa desorganizada? Se você não me conhece pessoalmente, tudo bem, também vale. Eu sou completamente desorganizada. Para piorar: sou esquecida.

Justificando: a quantidade de informações que temos que absorver hoje é tanta que não adianta apelar para simpatias, mandingas, laço no dedo e o que mais houver por aí, a memória é volátil.

A tecnologia serve para ajudar, certo? As ferramentas de busca na Internet são a solução da lavoura de todo programador/estudante/[inclua sua categoria aqui]. Hoje está tudo à mão, basta achar a combinação certa de palavras e em poucos cliques tem-se a solução para os seus problemas (quiçá os financeiros). Não precisamos mais de uma enciclopédia impressa, a não ser que você tenha uma certa admiração por aquelas milhares de páginas que uma Barsa possui.

Mas nem tudo é perfeito. A Internet pode até ajudar a solucionar seus problemas, mas pode trazer muitas dores de cabeça. A dificuldade que algumas pessoas possuem para separar o joio do trigo (diga-se informações falsas das verdadeiras) transforma a rede mundial de computadores em um ambiente atrativo para uma boa pescaria de otários.

Então, como fazer para não cair na rede do mal ser enganado? Infelizmente só o bom senso e a cautela.

A forma com que procuro informações na Internet e classifico-as é muito variada. Se é um assunto que conheço, sou mais criteriosa e sei logo de cara em quem confiar. Nesse caso, posso contar nos dedos os sites e blogs que acompanho. No caso de novos assuntos, conteúdos que acho interessante mas que não são da minha alçada, costumo adicioná-los aos favoritos ou aos meus feeds (o RSS é uma ferramenta poderosíssima no quesito organização). Se você não sabe o que é RSS, dê uma olhada aqui.Uso o Google Reader para ler os blogs que acho interessante. Se vejo que o autor escreve bem e domina o conteúdo, assino e vou monitorando. O problema o RSS é que algumas pessoas insistem em disponibilizar apenas uma parte do coteúdo do post, como se fosse um sumário. Coisa irritante, diga-se de passagem, pois obriga o leitor a visitar o blog para terminar de ler.

Uma campanha feita em 2006 pelo blog Arcanjo.org incentiva os blogueiros a liberarem seu conteúdo completo, pois, como dito pelo Cardoso, o leitor que assina seu conteúdo via RSS é um leitor VIP. Os maiores blogs que eu conheço adotam esta política e exploram a publicidade de uma forma diferente, também via feeds.

Portanto, fica aqui um apelo para os blogueiros: liberem de uma vez o feed completo, pois certamente vou me descadastrar em poucos dias e esquecer o seu blog para sempre. Tenho certeza que muitos outros pensam da mesma maneira.

Se você tem blog e não sabe se seu feed é disponibilizado completo, dê uma conferida no painel de configuração. Os melhores serviços de hospedagem gratuitos possuem esta opção.

Uma paixão + uma promoção

Uma das minhas paixões declaradas são os livros. Nada melhor do que uma boa leitura para relaxar e trazer paz de espírito. Bons autores e boas histórias não faltam. Este é justamente o meu problema: quero todos os livros, todos os autores, tudo. Quero uma biblioteca imensa, quero ler todos e principalmente: tê-los.

Apesar de ser o meu sonho ter muitos livros e principalmente lê-los, eu sou um tanto quanto desorganizada. Não sei para quem empresto, onde deixo, nem sei exatamente quantos exemplares tenho atualmente.

No primeiro ano da faculdade eu fiz um projetinho para apresentação no final do curso de desenvolvimento de software, cujo objetivo era catalogar e organizar um pequeno acervo. Mas devido a limitações da disciplina, nem mesmo banco de dados era permitido usar, tendo que usar apenas arquivos. De cara eu desanimei com a ideia, fiz apenas para constar. O projeto foi aproveitado por uma amiga no ano seguinte, mas logo em seguida esquecido.

No segundo ano eu continuava com a ideia de desenvolver uma solução para a minha bagunça, mesmo que “caseira”, uma forma de estudar, mas passou também, acabamos fazendo outro projeto para apresentação no final do ano e o meu objetivo deixado de lado. Este ano, com tamanha falta de tempo e com uma proposta mais comercial do que um simples controle individual de livros, nem mesmo pensei em mexer com isso.

Esta semana me apresentaram uma rede social, cujo objetivo é a divulgação de livros lidos, sendo lidos, desejados, sua avaliação e resenhas. Fantástico! Agora tenho uma ferramenta online para organizar e catalogar todos os meus livros. Isso tudo “di gratis”, sem o menor esforço.

A rede social chama-se Skoob, “O encontro dos livros com a web”. A resposta para a pergunta “O que é Skoob”, segundo os próprios desenvolvedores é:

O skoob foi construído ao som de “Good People”, Jack Johnson, e pretende ser a resposta à pergunta feita na música: “Where’d all the good people go?”, “Para onde todas as pessoas boas foram?”. Aqui é o lugar para onde as pessoas boas foram e onde elas se encontram.

A ferramenta é nacional, totalmente em português e está em versão beta, sendo possível já identificar muitos bugs, como por exemplo, ao logar-se e navegar pelos diversos livros, usuários e listas de discussões, caso deseje voltar à página principal apenas clicando no logotipo do site, ele irá solicitar novo login. Algumas outras opções, como a adição de amigos ou busca por livros para adicionar à “Estante” também possuem problemas de navegabilidade. Dá trabalho, mas é divertido.

Como forma de divulgação do serviço, o site está realizando uma promoção: quem se cadastrar até o dia 17 de setembro pode concorrer a um iPad ou a 100 livros. E cada pessoa que se cadastrar utilizando o seu link de divulgação lhe dá um cupom a mais para concorrer, então cadastre-se lá acessando por aqui para me ajudar ou clicando no banner logo abaixo… =P

Também há outro banner ao lado direito da página.

Curti muito a ideia, tanto que estou há dois dias empenhada em lembrar de todos os livros que li, que tenho e inseri-los no meu perfil.